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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Frutal é oportunidade para reaquecer exportações

De janeiro a agosto de 2009 o Estado exportou US$ 30,4 milhões em frutas frescas, o que representa 4,5% das vendas cearenses. Uma queda de 26% em relação ao mesmo período do ano passado que foi de US$ 41,2 milhões. Para o superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Eduardo Bezerra, a situação não deve constituir uma grande preocupação, principalmente dentro de um ambiente de crise.

“Precisamos entender que, quando se fala em exportação de frutas, globalmente isso significa frutas secas e frescas. A fruta seca como a castanha de caju cresceu 5,7 % até agosto. Ano passado exportamos US$ 118,5 milhões nos sete primeiros meses. E esse ano estamos com US$ 125,2 milhões, o que vem compensando as perdas com as frutas frescas”, explica Bezerra que destaca a posição geográfica do Estado como grande atributo. “A manga aqui é cortada dez dias antes do consumo. No Vale do São Francisco são 15 dias. A maturação no Ceará sofre menos com resfriamento e torna melhor o sabor. Nossa condição é privilegiada. É por isso que, somando frutas frescas e secas, somos os primeiros no Brasil”, destaca Bezerra.

Segundo o diretor técnico do Instituto Frutal e coordenador técnico do evento Frutal, que inicia hoje, Erildo Pontes, a 16ª Semana Internacional da Fruticultura, Floricultura e Agroindústria (Frutal 2009), é uma oportunidade para proporcionar um impacto nas vendas do segmento que sofreu não só com a crise mundial, mas também com o excesso de chuvas. “A feira ofertará uma rodada de negócios na qual estará exposta a pauta de exportação cearense em relação à fruticultura. O que temos de melhor, manga, melão, mamão, banana, melancia. O carro-chefe é o melão vendido principalmente para a Europa” declara Erildo.

O evento terá abertura a partir de 19h30 com uma solenidade. De terça a quinta a visitação pode ser feita das 14 às 22 horas. Já a parte técnica ocorrerá durante todo o dia por meio de dez cursos técnicos, palestras, mesas redondas, oficinas florais e lançamento de livros.

Haverá também curso específico para as caravanas da agricultura familiar, com foco no desenvolvimento territorial.

Com o nome “Curso de Capacitação de Desenvolvimento Territorial e Agricultura Familiar”, o conteúdo é dividido ao longo dos três dias. “A capacitação e o treinamento envolverá cerca de 200 profissionais do Brasil e Exterior. Estarão presentes Espanha, Portugal, Inglaterra e Estados Unidos da América, entre outros”, diz Erildo.

O Povo

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