A indústria de alimentação animal no Brasil registrou queda de 1,6% em sua produção nos primeiros nove meses em relação ao mesmo período do ano passado. Dados do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) mostram que o ritmo de crescimento dos últimos anos foi negativamente influenciado pela crise financeira global no primeiro semestre, o que fez com que a produção total recuasse para 43,3 milhões de toneladas nos primeiros nove meses de 2009.
Apesar de registrar queda em quase todos os segmentos, a estimativa do Sindirações é que a produção de rações termine o ano com produção estável, em torno de 58 milhões de toneladas mais aproximadamente 2 milhões de toneladas de sal mineral.
Houve redução mais acentuada na produção de pré-misturas do que na produção de ração, o que comprova a queda no uso de tecnologia, compensada pelo aumento no consumo de grãos. Os preços competitivos do milho fizeram com que os produtores comprassem mais grãos, compensando parte dos nutrientes supridos pelos aditivos.
A avicultura de corte, que demanda quase 50% da produção nacional de ração, consumiu 20,4 milhões de toneladas nos primeiros nove meses do ano, quantidade semelhante ao mesmo período de 2008. Com queda de 7,1% no consumo de ração durante os primeiros nove meses, a bovinocultura de corte dificilmente alcançará a quantidade demandada no ano passado. Neste ano, o descompasso na relação do valor da arroba do boi e o preço do bezerro forçaram produtores a tardar o confinamento, deixando o boi a pasto. O resultado foi uma retração no consumo para gado de corte. No total, foram produzidas quase 2 milhões de toneladas de ração de janeiro a setembro.
A produção de ração para a bovinocultura leiteira teve queda de 10%, a mais acentuada em todos os setores, totalizando aproximadamente 3,5 milhões de toneladas.