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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Seca castiga moradores do Piauí

No Piauí, cerca de 600 mil pessoas sofrem com a seca. A distribuição de água ainda não começou.

No município de Simões, região do semi-árido, as cisternas públicas praticamente secaram. Comunidades inteiras estão sem água

“Se os governantes não ajudarem, aqui vai morrer gente de sede. Não tem água não”, diz o agricultor Raimundo Souza.

O exército já está cadastrando as famílias atingidas pela seca, mas a distribuição de água ainda não começou. Com isso, o sertanejo é obrigado a comprar. O preço do caminhão, com 7 mil litros, subiu de R$ 60 para R$ 90.

“Tem que comprar, tem que tirar da boca para comprar água”, reclama a agricultora Maria das Graças Carvalho.

No município de Marcolândia, a venda de água é feita de casa em casa. A carroça com 400 litros custa R$ 10.

“Além de mim, tem mais 30 ou 40 carroceiros. Tem carroceiro que tem duas ou três carroças e não tem condições de entregar água para todo mundo”, conta o carroceiro Gildevan de Jesus.

Porém, nem todos os agricultores têm condição de comprar água. Com isso, muitas famílias acabam recorrendo a açudes onde a água é de péssima qualidade.
O agricultor José Pedro caminha dois quilômetros de casa até o açude. A água é barrenta, mas é a única disponível na região.

“É um sofrimento pesado mesmo o problema da água. Tem muitos anos que eu moro aqui, mas não me lembro se já vi um ano como este. É uma situação lamentável”, diz.

O secretário da Defesa Civil do Piauí, Fernando Monteiro, informou que o dinheiro para a contratação dos carros-pipas está à disposição do exército.

Globo Rural

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