No Piauí, cerca de 600 mil pessoas sofrem com a seca. A distribuição de água ainda não começou.
No município de Simões, região do semi-árido, as cisternas públicas praticamente secaram. Comunidades inteiras estão sem água
“Se os governantes não ajudarem, aqui vai morrer gente de sede. Não tem água não”, diz o agricultor Raimundo Souza.
O exército já está cadastrando as famílias atingidas pela seca, mas a distribuição de água ainda não começou. Com isso, o sertanejo é obrigado a comprar. O preço do caminhão, com 7 mil litros, subiu de R$ 60 para R$ 90.
“Tem que comprar, tem que tirar da boca para comprar água”, reclama a agricultora Maria das Graças Carvalho.
No município de Marcolândia, a venda de água é feita de casa em casa. A carroça com 400 litros custa R$ 10.
“Além de mim, tem mais 30 ou 40 carroceiros. Tem carroceiro que tem duas ou três carroças e não tem condições de entregar água para todo mundo”, conta o carroceiro Gildevan de Jesus.
“É um sofrimento pesado mesmo o problema da água. Tem muitos anos que eu moro aqui, mas não me lembro se já vi um ano como este. É uma situação lamentável”, diz.
O secretário da Defesa Civil do Piauí, Fernando Monteiro, informou que o dinheiro para a contratação dos carros-pipas está à disposição do exército.
Globo Rural