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sábado, 3 de outubro de 2009

Exportações brasileiras terão queda de US$ 40 bilhões por conta da crise mundial

A crise mundial deve ser responsável por uma queda de aproximadamente US$ 40 bilhões nas exportações brasileiras, em relação a 2008. A análise foi feita no último dia 1º pelo secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Welber Barral, na entrevista em que comentou os resultados da balança comercial do mês de setembro.

Ele acredita que o resultado, ao fim do ano, deve ficar abaixo, inclusive, dos US$ 160 bilhões previstos pela equipe do ministério anteriormente - o mesmo patamar atingido em 2007. O valor deve ficar em torno de US$ 158 bilhões, 20% menor que os US$ 198 bilhões registrados em 2008. Segundo Barral, o país levará ainda dois ou três anos para recuperar o volume de exportações do ano passado.

Para o secretário, as exportações brasileiras sofrem o reflexo da diminuição da demanda global. "A demanda interna vai muito bem. O problema é que os outros países não estão se recuperando no mesmo ritmo do Brasil", afirmou.

Em setembro, houve aumento de 10,3% no valor das vendas de manufaturados em relação a agosto, impulsionado, principalmente, pelas transações de aviões (75,6%), veículos de carga (47,4%) e telefones celulares (32%). Esse desempenho compensou a queda de 9,6% das exportações de produtos básicos, como petróleo (-46,5%) e soja em grão (-37,4%). Isso possibilitou o superavit de US$ 1,330 bilhão da balança comercial.

Para manter a recuperação das vendas de manufaturados, Barral disse que os exportadores brasileiros precisam continuar reduzindo custos, na medida em que o mundo após a crise ficou muito mais competitivo devido ao "encolhimento" dos mercados. "Temos competidores fortes no mercado e tanto o governo quanto o setor privado têm que fazer esforços para diminuir custos de transação, logísticos, diminuir burocracia, para tornar o produto brasileiro mais competitivo".

Em relação às importações, houve aumento de 16,4% em relação ao mês passado, causado, principalmente, pelo crescimento de 78,5% das compras de petróleo e de 20,2% de bens de capital. Segundo o secretário, a variação brusca em relação ao petróleo se deve a mudanças do momento de aquisição do combustível.

Quanto ao crescimento de compras de bens de capital, aqueles equipamentos utilizados para produção de outros bens, Barral considerou uma "boa notícia", que mostra a movimentação da indústria. "Isso é consequência dos investimentos no Brasil", avaliou.

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