O desempenho da economia cearense no segundo trimestre deste ano apresentou resultado positivo, comparado ao mesmo período de 2008, registrando crescimento acima da média nacional, com uma taxa de 2,5%, pelo Produto Interno Bruto (PIB) a preços de mercado. O índice só não foi maior porque houve um recuo dos impostos em 1,6%. O resultado do PIB nacional no segundo trimestre deste ano apontou decréscimo de 1,2% em relação a igual período de 2008, com resultado de 1,9%. No acumulado do ano, o Ceará tem uma taxa positiva de 2,8%, enquanto o resultado nacional está negativo em 1,5%. Os números da economia do Ceará no segundo trimestre deste ano foram anunciados na tarde desta sexta-feira, dia 11, pela diretora geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Eveline Barbosa, durante entrevista à imprensa, juntamente com a economista Eloísa Bezerra.
“Esses números demonstram que a crise nunca chegou ao Ceará, mas não podemos nos acomodar. O Ceará tem que crescer sempre mais que o Brasil sob pena de ficarmos cada vez mais distantes economicamente e socialmente do resto do País. A aplicação de políticas que promovam o desenvolvimento do Estado, com investimentos em infraestrutura e educação, garantirão que o Ceará continue crescendo”, explica o governador Cid Gomes.
O crescimento da economia cearense é resultado do desempenho do setor de serviços, que apresentou taxa positiva de 5,9%, tendo em vista que a indústria ficou estabilizada e a agropecuária registrou queda de 12,9%. O desempenho da agricultura deveu-se, principalmente, a queda verificada na produção do feijão, milho e mandioca. As taxas positivas ocorreram na produção do tomate, do arroz, mas não foram suficientes para evitar a acentuada queda.
A produção da indústria cearense, no segundo trimestre deste ano, estabilizou, com uma taxa positiva de 0,01%, sobre igual período de 2008. Dos quatro segmentos que compõem a indústria, o único que apresentou taxa de crescimento positiva foi eletricidade, gás e água (9,9%), tendo em vista que os demais ramos registraram queda.
A construção civil interrompeu sua trajetória de expansão, que vinha desde 2004, em virtude da queda verificada no consumo de cimento e o emprego registrou leve crescimento. Vale lembrar que no segundo trimestre de 2008, a construção civil mostrou um elevado crescimento, o que pode ter influenciado no resultado deste trimestre. Além da base de comparação elevada, 8,1%, a incidência de chuvas fortes prejudicou as atividades deste ramo industrial.
O volume de vendas varejistas do Ceará tem apresentado, ao longo dos últimos anos, resultados positivos. Dentre as atividades com taxas positivas, destacaram-se, no primeiro semestre deste ano: combustíveis e lubrificantes (17,0%); hipermercados/supermercados (12,0%); veículos, motos, partes e peças (11,0%); móveis e eletrodomésticos (8,0%); equipamentos de informática e comunicação (6,7%).
Os resultados por trimestres mostram que a produção industrial cearense começa a reduzir o ritmo de queda entre o primeiro e o segundo trimestre/2009, de -7,4% e -6,2%, respectivamente, comparados aos mesmos trimestres de 2008. O desempenho do setor, no ano, foi influenciado principalmente pelo comportamento da produção na Indústria de metalúrgica básica (-42,7%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-22,02%); alimentos e bebidas (-14,47%), para destacar algumas quedas. Com desempenho positivo merecem destaque: vestuário e acessórios (8,94%) e refino de petróleo (28,97%).
Assessoria de Imprensa da Seplag