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domingo, 13 de setembro de 2009

Chuvas causam prejuízos a pequenas propriedades de suínos e aves

temporal que no início da semana passada varreu Santa Catarina do extremo-oeste até o litoral do Estado levou neste rastro de 750 quilômetros muita destruição para as pequenas propriedades rurais que estavam no caminho dos fortes ventos e chuvas de granizo. “Ninguém ainda tem noção do tamanho do prejuízo”, garante o vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina, Enori Barbieri. Desde a quarta-feira (9), ele faz o percurso contrário à chegada do temporal. De carro, saiu do litoral e percorreu as principais cidades atingidas. A Defesa Civil contabilizou um total de 68 municípios atingidos.

Na quinta-feira (10), em Xanxerê no oeste do Estado, Enori estava desolado com o que viu. “A imprensa tem noticiado, mas a avaliação de quem vê é de muita destruição e de um desânimo geral pela falta de perspectiva e de meios para a reconstrução”, disse o vice-presidente da Federação.

Quem perdeu mais foram as pequenas propriedades rurais de produção de leite e criação de aves e suínos. Nesta ordem mesmo. No Estado, 90% dessas propriedades são de pequeno porte com até 50 hectares. Das 200 mil propriedades rurais de Santa Catarina, 75 mil produzem leite e boa parte está na região atingida. Barracões inteiros de ordenha de leite e para abrigar maquinários foram destruídos. As moradias dos proprietários também. O gado está solto e não é feito o manejo dos animais. As estradas estão obstruídas. Há suínos e aves mortos em grande quantidade.

Enori esteve em uma granja de aves com dois galpões recém-inaugurados e avaliados em R$ 700 mil totalmente destruídos. “O produtor catarinense nunca teve a cultura de fazer seguro”. Além dos prejuízos materiais, há também o do lucro cessante. Ou seja, a propriedade rural deixa de produzir. Com isso, o dinheiro pára de circular e termina por repercutir negativamente na economia do município.

Nesta sexta-feira (11), o vice-presidente esteve em Guaraciaba, no extremo-oeste e um dos municípios mais atingidos. “O momento é de avaliação, estamos participando de reuniões com lideranças locais e sindicatos para ter uma avaliação da situação para poder propor saídas, buscar ajuda dos governantes para renegociar dívidas”, resume Enori. Sob forte neblina, o que manteve os aeroportos de Santa Catarina fechados, na tarde da quinta-feira (10) pancadas de chuva continuavam caindo sobre o Estado.

Fonte : Agrolink

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