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terça-feira, 3 de novembro de 2009

EM ITAGUARA, NO CENTRO-OESTE DE MINAS, SOBRAM VAGAS, MAS FALTAM PROFISSIONAIS

Minas Gerais é o estado que mais produz leite no Brasil: mais de sete bilhões de litros por ano. Na região Centro-Oeste uma situação preocupa os pequenos produtores: a falta de retireiros, profissão que está cada vez mais escassa.

O profissional responsável pela ordenha precisa ter mãos ágeis e movimento sincronizando. O trabalho faz parte da vida de Geraldo Carvalho há 36 anos. Ele chegou a abandonar o campo, mas não ficou muito tempo longe da roça.

Mas encontrar profissionais como Geraldo não tem sido fácil em Itaguara, que fica na região Centro-Oeste de Minas Gerais. Sobram vagas, mas faltam retireiros.

No município são cerca de oito mil vacas em lactação que produzem, por dia, 70 mil litros de leite. Entre os 1400 produtores da região muitos procuram por um retireiro para aumentar a produção. Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Geraldo Teles, a escassez está relacionada ao salário baixo e ao êxodo rural.

O salário de um retireiro é de cerca de R$800. O representante do Sindicato dos Produtores de Leite, José Carlos Oliveira, concorda que o valor poderia ser maior, mas atribui a remuneração ao preço do leite.

Por causa da falta de mão-de-obra, o produtor rural Luiz Oliveira trabalha dobrado. Além de cuidar da roça também lida com a ordenha. Segundo ele, o problema já foi bem maior. Há menos de um mês ele conseguiu contratar Geraldo, mas para cuidar das 25 vacas que produzem 200 litros por dia seria necessário pelo menos mais um tirador de leite.

Fonte: MG Notícia

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