Acordo visa partilhar responsabilidades na operacionalização do Sistema de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos.
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), assinaram nesta quarta, dia 7, um acordo de cooperação para partilhar responsabilidades na operacionalização do Sistema de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (Sisbov).
— Estamos recuperando as exportações de carne bovina in natura para a União Europeia. Crescemos, no último trimestre, mais de 50% em relação aos três meses anteriores. Acreditamos que avançaremos ainda mais 50% no restante do ano — disse Stephanes.
O ministro acredita que, a partir dessa parceria, as vendas para o mercado europeu serão aceleradas. Ele informou que este é o primeiro convênio entre o Ministério da Agricultura e a CNA para defesa sanitária animal e vegetal.
— Já há um plano de trabalho em curso, com previsão para operar em breve — informou o ministro.
Segundo a senadora, a CNA e o Ministério da Agricultura investirão cerca de R$ 12 milhões na ampliação do Sisbov. Stephanes explicou que a confederação dará mais agilidade a setores em que o governo é menos eficiente.
— É importante mostrar ao mundo que estamos unidos, iniciativa privada e governo, dando garantia, primeiro aos consumidores brasileiros, que consomem 70% do que produzimos, e aos consumidores internacionais, para quem vai 30% da nossa produção — avaliou.
A senadora disse, no entanto, que a medida pode levar ao aumento do preço da carne. Segundo ela, como serão necessárias mais pessoas trabalhando no processo produtivo, pode haver alguma influência no preço.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Ademar Silva Júnior, destacou que a parceria público-privada firmada nesta quarta pode resolver um problema de mais de dez anos.
— É um avanço porque, pela primeira vez, estamos criando uma solução conjunta para resolver um problema antigo, de mais de dez anos: não estávamos conseguindo garantir a confiabilidade do produto brasileiro para a União Européia — afirmou o presidente da Famasul.
No início do ano passado, a fragilidade do Sisbov foi responsável pelo embargo que a carne bovina brasileira sofreu da União Europeia. Só então o programa passou a ser desenvolvido com mais interesse dentro do governo, com treinamento de profissionais e auditoria das certificadoras.
Agência Brasil