A Polícia Federal prendeu nessa quinta-feira (01-10), nove pessoas envolvidas em contrabando e uso ilegal de defensivos agrícolas proveniente do Paraguai. De posse de nove mandados de prisão, a PF conseguiu prender 6 pessoas na região Oeste da Bahia, Paraná e Mato Grosso. Outras 3 pessoas foram presas em flagrante, também no Oeste da Bahia, pois tinham estocadas em suas fazendas substâncias contrabandeadas que seriam utilizadas na próxima safra agrícola. Entre os presos estão cinco produtores agrícolas de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães e um representante comercial de Luís Eduardo Magalhães, responsável pela distribuição do produto na região. Ainda existem três mandados em abertos.
No final da tarde, um avião da Polícia Federal decolou do aeroporto de Barreiras com destino a Salvador, onde os detidos responderão processo e ficarão à disposição da justiça.
Na ação foram apreendidos aproximadamente 400 kg de defensivos clandestinos em Luís Eduardo Magalhães.
De acordo com Rodrigo Basto, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários, os nomes estão sendo mantidos em sigilo porque o processo corre em segredo de justiça. Ele comentou ainda que a operação se estendeu por um raio de 200 Km de Barreiras e que amostras dos produtos apreendidos serão enviadas para a perícia no Instituto Nacional de Criminalística. “O que sabemos é que esses produtos são de origem chinesa e que entram ilegalmente no Brasil pelo Paraguai, através da divisa do Paraná. De lá, o contrabando é enviado clandestinamente para todas as regiões produtoras de grãos do país”, disse, informando que tem produtos que chegam a valer o equivalente a R$ 4 mil o Kg, pagos em dólares.
No final da tarde, um avião da Polícia Federal decolou do aeroporto de Barreiras com destino a Salvador, onde os detidos responderão processo e ficarão à disposição da justiça.
Na ação foram apreendidos aproximadamente 400 kg de defensivos clandestinos em Luís Eduardo Magalhães.
De acordo com Rodrigo Basto, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários, os nomes estão sendo mantidos em sigilo porque o processo corre em segredo de justiça. Ele comentou ainda que a operação se estendeu por um raio de 200 Km de Barreiras e que amostras dos produtos apreendidos serão enviadas para a perícia no Instituto Nacional de Criminalística. “O que sabemos é que esses produtos são de origem chinesa e que entram ilegalmente no Brasil pelo Paraguai, através da divisa do Paraná. De lá, o contrabando é enviado clandestinamente para todas as regiões produtoras de grãos do país”, disse, informando que tem produtos que chegam a valer o equivalente a R$ 4 mil o Kg, pagos em dólares.
Investigações - As investigações tiveram início há cerca de sete meses, tempo em que várias quadrilhas que atuam neste ramo foram identificadas. Segundo estimativas da polícia, no período foram movimentados mais de R$ 1 milhão com essa atividade ilegal.
De acordo com José Maria Fonseca, superintende da PF na Bahia, os presos responderão vários processos, entre eles sonegação fiscal, formação de bando ou quadrilha e até a contaminação do meio ambiente, haja vista que os produtos não autorizados são usados sem o receituário agronômico exigido por lei.
Para Jumara Fernandes dos Santos, fiscal da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), além do produto ser ilegal, não tem garantia de que os princípios ativos citados nos rótulos estejam realmente presentes na formulação. “Muitos desses produtos apresentam baixa eficácia na aplicação, enquanto outros causam danos aos alimentos e ao meio ambiente por possuírem substâncias cancerígenas e que podem, ao longo dos anos, provocar mutações genéticas”.
Ainda segundo o fiscal da Adab, estima-se que 5% dos defensivos utilizados nas lavouras do Oeste baiano, são provenientes do Paraguai. “Algo em torno de 5,5 mil toneladas de produtos pirateados”.
Fonte: Nova Fronteira - Barreiras