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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Criadores buscam vacinação

Muitos deixaram para a última hora a vacinação do rebanho, mas a SDA garante haver estrutura para atingir meta de 80%

Fortaleza. A dois dias para o encerramento da segunda etapa da campanha contra a febre aftosa no Ceará, muita gente deixou para fazer a vacinação na última hora. Por conta disso, as equipes da Empresa de Assistência Técnica e Extensão do Ceará (Ematerce) e da Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (Adagri) estão em campo para garantir que a cobertura atinja o mínimo de 80% ou até chegue aos 85% esperados pela Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA). "Todas as equipes estão trabalhando de forma intensiva, principalmente em locais como Crateús, Tianguá e alguns municípios da Região Metropolitana de Fortaleza. Mas adiantamos que não haverá prorrogação da campanha", avisa o secretário adjunto da SDA, Antônio Amorim.

O secretário explicou que a grande procura nesta última semana gerou, por exemplo, falta episódica de vacina em Canindé, mas que os estoques já foram repostos. Ele garante que há um estoque de 2 milhões de doses da vacina no Estado e que, no sábado, último dia da campanha, as lojas vão funcionar até o fim do dia para que os criadores possam comprar a vacina.

Outra medida adotada pela Secretaria foi a impressão e envio de mais 20 mil termos de vacinação, já que muitos municípios alegam que a demanda pelo documento aumentou. "Já havíamos enviado cerca de 110 mil termos. Como muitas pessoas estão procurando vacinar o gado, principalmente para obter a Guia de Trânsito Animal (GTA) e transportar o rebanho, a procura pelo documento foi maior, mas não haverá falta. Muitos grupos de criadores ou associações compram a vacina em nome de uma pessoa ou entidade, o que não é errado, mas para conseguir a GTA é preciso cada criador ter o seu termo de vacinação", esclarece Antônio Amorim.

Na primeira etapa da última campanha de vacinação contra febre aftosa, o Ceará conseguiu imunizar 1.921.283 animais, entre bovinos e bubalinos. O número corresponde a 85,08% do rebanho cearense, que, de acordo com estimativas da Adagri, atualmente é de cerca de 2,3 milhões de cabeças de gado. Apesar de não haver registro de focos da doença no Estado desde abril de 1997, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) exige uma boa cobertura vacinal para que os Estados possam mudar de classificação quanto ao potencial risco da doença.

Técnicos do Ministério estiveram em agosto fazendo uma auditoria para avaliar a estrutura veterinária do Estado e saber se é possível sair da classificação de Zona de Risco Desconhecido para a de Risco Médio. O resultado da auditoria não tem data para ser divulgado.

Mais Informações:
Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Estado do Ceará (SDA)
(85) 3101.8058
www.sda.ce.gov.br

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