Agricultores do Ceará fazem a colheita das folhas da carnaúba. A atividade é uma importante fonte de renda nessa época do ano.
Eles começam a vida bem cedo. Na época da colheita da carnaúba, de setembro a outubro, o sol forte do Ceará não alivia. Para alcançar as palhas que atingem até 15 metros de altura os homens usam foices amarradas a varas de bambu. Depois do corte, a palha é estendida ao sol.
Com a palha seca, os agricultores obtêm o produto mais nobre da carnaúba, que sai da lavoura em forma de pó.
A palha vai para uma máquina para ser batida. O pó se desprende e enche as sacas. Hoje, o produto é vendido por até R$ 3 o quilo. É o que ajuda a superar o perigo de estiagem.
O pó da carnaúba é transformado em sebo. O produto é aproveitado, por exemplo, na indústria de automóveis, medicamentos e cosméticos. A palha também vira artesanato. São esteiras, cestos e chapéus. O que sobra dela ainda vira bagana, subproduto de muita utilidade na agricultura. Essas utilidades deram fama à carnaúba, que ficou conhecida com árvore da vida.
O Ceará responde por mais de 80% da cera de carnaúba produzida no Brasil.
Globo Rural