-"Por que nada se faz para evitar que o MST continue fazendo ações de invasões de propriedades já que o movimento é financiado com o dinheiro de nossos impostos? Quase todos os dias assistimos a essas invasões na mídia e a resposta do governo é insatisfatória."
Christiane foi muito aplaudida. Ela havia interrompido o ministro, que respondia a uma questão anterior por ela formulada, sobre a hipótese de transformar "bandidos" que invadem empresas e propriedades em reflorestadores remunerados com uma Bolsa Floresta. Stephanes disse ser difícil o diálogo com o Ministério do Meio Ambiente, influenciado por ONGs que "deveriam agir em seus países desenvolvidos que contribuem com o efeito estufa".
Em seguida, afirmou que 180 mil assentados na Amazônia desmatam porque é a única maneira de sobreviver com seus 15 hectares de terra, sem ter para quem vender. Já em relação ao MST, o ministro afirmou que se trata de um movimento político e ideológico e que ele não acredita em seus propósitos no sentido de se tornar um movimento social capaz de dar um encaminhamento às questões do campo.
Foi o suficiente para que parlamentares presentes se manifestassem. O senador Agripino Maia (DEM RN), disse que só existe uma maneira de fazer frente ao MST e é por meio de uma CPI. Seu colega Heráclito Fortes emendou afirmando que uma CPI para apurar irregularidades do MST foi enterrada por um relator. "O que o MST faz é um crime de lesa pátria" afirmou.
O deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO), da bancada ruralista, disse que 40 milhões de reais repassados pelo governo para o MST foram usados com fins criminosos. Somente um dos parlamentares presentes, o deputado federal Eduardo Cardoso, do PT, pediu ponderação uma vez que, segundo ele, não se deve radicalizar posições sobre movimentos sociais, embora denúncias de desvios de dinheiro devam ser rigorosamente apuradas.
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