O Quinto Festival Internacional de Trovadores e Repentistas reuniu, em Limoeiro do Norte, no Ceará, mais de 50 artistas do Nordeste e do exterior. A cidade, que fica a 200 quilômetros de Fortaleza, tem cerca de 60 mil moradores e é conhecida como o berço da cantoria. No festival, artistas populares da região e de outros cinco estados do Nordeste se apresentam na praça principal.
“Aqui o regionalismo, em termos de viola e de poesia, conta em torno de 70 a 80%. Aqueles cantadores menos agendados, aqui tem a sua vitrine maior”, diz Geraldo Amâncio, diretor do festival.
Poetas, emboladores, violeiros. Seja qual for o estilo, os cantadores garantem: é tudo no improviso.
“É de improviso total. Na hora que a gente vai é que sai a coisa. É de improviso”, conta o repentista Antônio Lima.
Eles sobem no palco e mostram porque são chamados de repentistas. Uma dupla optou pelo famoso desafio, uma conversa cheia de provocação, com refrão ensaiado.
A novidade deste ano no festival é a participação de trovadores internacionais. Duas duplas, uma de Cuba e outra da Itália, apresentam um pouco da cultura popular desses países. Do encontro com cantadores nordestinos, nasceu um projeto para diminuir ainda mais a distância entre eles.
“O improviso é um diálogo de paz entre culturas", diz Paolo Scarnecchia, diretor artístico do grupo italiano.
Na terra do forró, o ritmo não poderia deixar de encerrar a noite, com o tradicional pé de serra, que não deixou ninguém parado.
Globo Rural