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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Qualidade depende da dedicação do produtor

Para chegar a esse patamar de qualidade e reconhecimento, os produtores paranaenses tiveram que suar a camisa. Não basta apenas ter boas vacas e maquinário, como atesta o médico veterinário e coordenador estadual de leite do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Luiz Augusto Pfau.

"O produtor precisa muita dedicação na atividade e principalmente muita atenção durante a ordenha. Tomando o devido cuidado nesse trabalho, garante uma boa qualidade para o leite. Porém, só isso não basta. Precisa verificar também, com frequência, o controle sanitário do rebanho, dar água de boa qualidade e ter uma rotina de ordenha. São práticas que levam a se produzir um leite de qualidade. É necessário também investimento em alguns equipamentos, como o resfriador de expansão de 500 litros/dia, que custa ao redor de R$ 7.500. No mercado existem resfriadores de 150 litros/dia para cima, com um preço mais em conta", explica.

O Paraná produz 10% do total de leite estimado da produção nacional, que é de 270 bilhões de litros.

Pfau informa que o Paraná tem 114.488 produtores de leite, dos quais 55,3% produzem até 50 litros por dia, o que caracteriza uma atividade familiar. "É a única atividade no meio rural que gera renda diária. O cheque do leite, no final do mês, principalmente para as pequenas propriedades, paga o custeio da família e movimenta o comércio local. Daí a razão dos produtores se preocuparem em investir na atividade para obter sempre a qualidade necessária", diz.

O coordenador diz que existem linhas de crédito para o investimento e que tanto produtores quanto indústrias e cooperativas precisam tomar todo o cuidado com o leite comercializado devido à instrução normativa 51 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). "Eles contam com linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para modernizar a propriedade.

Sobre a instrução normativa 51, em vigor desde 2005, foram divulgados padrões mínimos de qualidade para o leite cru refrigerado, leite tipo B e leite tipo A. O leite precisa passar por diversas análises, como, por exemplo, contagem bacteriana total, antes de chegar à mesa do consumidor", explica. (FL)

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