A Superintendência da Agricultura no RS levou ao governo federal sugestões para que a indústria e os produtores de leite não sejam penalizados pela crescente importação do produto de países do Mercosul. Foi confirmada nova autorização de compra de 9 mil toneladas de leite em pó argentino. "É preciso que exista alguma compensação financeira para os produtores, ou restrição das compras para que o setor tenha competitividade", defende o superintendente Francisco Signor. Ele sugere a criação de taxa de importação ou benefício para a cadeia local.
O presidente do Sindilat, Carlos Feijó, destaca que a importação foi liberada, mas não concretizada. "Vamos trabalhar com contatos políticos para que isso não aconteça. Acredito que ainda podemos reverter a situação." Apesar da preocupação com as importações, o Sindilat comemorou ontem 40 anos com estimativas otimistas. A produção média de leite, de 8,5 milhões de litros por dia, deve saltar para, pelo menos, 12 milhões de litros até 2012 para atender a demanda gerada pelas novas indústrias no Estado.
No entanto, a projeção de expansão pode ser vista como um indicativo de normalidade no mercado e atrapalhar as negociações em Brasília. "Quando há projeto de crescimento, pode desconstituir o pleito", alerta Signor, que acredita na sensibilização dos ministérios.
Fonte: Correio do Povo