Depois de um indicativo de alta no mês de julho dos preços de fertilizantes, verificou-se queda dos preços no mês de agosto. Os valores oscilaram em decorrência, principalmente, da queda de preço do Cloreto de Potássio e aumento de preço dos produtos a base de fósforo no mercado internacional.
Os preços desses insumos grandemente utilizados nas lavouras apresentaram o pico de alta no mês de abril desse ano, e o vilão foi exatamente o Cloreto de Potássio, que agora está em baixa no mercado internacional e é o grande responsável por essa oscilação e proporcionando variações para baixo nos formulados mais concentrados nesse tipo de produto.
As revendas e misturadoras de pequeno e médio porte continuam bem agressivas e continuam dominando o mercado local com preços mais competitivos que as grandes empresas. Os prazos para pagamento estão existindo, principalmente para clientes tradicionais nessas pequenas e médias misturadoras, já nas consideradas grandes a história continua a mesma, os prazos estão praticamente inexistentes para a maioria dos clientes e as vendas que estão acontecendo são na forma de pagamento antecipado. No geral, a condição tem melhorado um pouco com relação ao crédito, mas mesmo assim ainda se verifica o problema do crédito por parte do produtor para a aquisição dos produtos, que se arrasta desde o início da crise no início do segundo semestre de 2008.
As usinas sucroenergéticas do Estado de Goiás continuam adquirindo produto para renovação dos canaviais, visto os bons preços dos produtos derivados da cana, principalmente no mercado internacional como é o caso do açúcar e a recuperação dos preços do álcool no mercado interno.
Segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), de janeiro a julho deste ano, as importações de matéria-prima caíram 57,1% , valor menor que no período de janeiro a junho quando acumulou uma queda de 61,1% em relação ao mesmo período do ano passado. As importações que ano passado nesse período estava em mais de 10 milhões de toneladas, em 2009 não passou de pouco mais de 4,5 milhões de toneladas.
A quantidade de fertilizantes entregue ao consumidor, no período de janeiro a julho, segundo a Anda, despencaram 22,4%, valor também menor que no período até junho onde a baixa foi de 26,5% e concernente à produção nacional de fertilizantes intermediários, seguindo a tendência, a queda foi de 19,7%.
As vendas de matéria prima ao consumidor final por parte das grandes empresas fabricantes e distribuidoras de fertilizantes no Brasil continuam com retração nas vendas de matéria prima como Uréia, Sulfato de Amônio, Cloreto de Potássio e MAP, seguindo a tendência de acreditar na grande variação de preços no mercado internacional, como de fato já vem acontecendo.
O petróleo, que atingiu a casa dos US$ 75 o barril no mês de agosto, começa a variar para baixo, fato esse que pode ter recebido influência da descoberta de novas reservas no mundo, como foi o caso do próprio Brasil. Apesar disso, temos visto uma leve alta de nitrogenados nos terminais internacionais.
O Cloreto de Potássio (KCl), que custava em torno de US$ 610 (preço CIF) no mercado internacional mês passado, teve uma pequena retração no mês de agosto atingindo US$ 540 sendo o responsável por segurar os preços dos formulados, principalmente os mais concentrados em potássio. No mercado local o produto teve queda de quase 16%.
Os formulados tradicionais a base de fósforo foram os que visivelmente puxaram a oscilação da curva média de preços para cima variando positivamente de 2% a 6% dependendo da concentração de fósforo no formulado. Já os nitrogenados têm oscilado para cima, mesmo que timidamente.
Na média geral, através dos números, podemos perceber que os preços de fertilizantes caíram, sem dúvida puxados pela queda de preços do cloreto de potássio, assim absorvendo a pequena alta das demais matérias primas.
No comparativo geral, tomando como base o mês de janeiro, a queda nos preços de fertilizantes foi de 22,7 pontos percentuais para matérias primas e de 27 pontos para os formulados. Levando-se em conta os preços praticados no ano de 2008 a queda chega a quase 50% nos preços dos produtos mais tradicionais.
Grande parte do mercado de fertilizantes já andou e boa parte dos produtores adquiriu fertilizantes entre fevereiro e abril, período em que o produto estava em alta, caracterizando compra antecipada desses insumos e isso tem preocupado algumas misturadoras que ainda pretendem fazer um volume de vendas até o final do ano.
Como sempre, os produtores devem estar atentos ao mercado, pois de igual forma acontece com as previsões climáticas, surpresas podem acontecer. Os preços internacionais tendem a permanecer como estão, baixa de potássio e alta de fosfatados e nitrogenados, porém, não se sabe até quando os grandes fornecedores de potássio estarão fazendo “promoção” no produto nos principais terminais com os de Vancouver no Canadá e na China.
A comercialização dos insumos para a safra de verão este ano está mais lenta. As incertezas do mercado obrigaram o produtor a pensar mais antes de fazer as compras.
A análise dos preços de fertilizantes é realizada mensalmente pela Gerência de Estudos Técnicos e Econômicos da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG).
Gerente de Estudos Técnicos e Econômicos: Edson Alves Novaes
Responsável técnico e autor do artigo: Alexandro Alves dos Santos
Os preços desses insumos grandemente utilizados nas lavouras apresentaram o pico de alta no mês de abril desse ano, e o vilão foi exatamente o Cloreto de Potássio, que agora está em baixa no mercado internacional e é o grande responsável por essa oscilação e proporcionando variações para baixo nos formulados mais concentrados nesse tipo de produto.
As revendas e misturadoras de pequeno e médio porte continuam bem agressivas e continuam dominando o mercado local com preços mais competitivos que as grandes empresas. Os prazos para pagamento estão existindo, principalmente para clientes tradicionais nessas pequenas e médias misturadoras, já nas consideradas grandes a história continua a mesma, os prazos estão praticamente inexistentes para a maioria dos clientes e as vendas que estão acontecendo são na forma de pagamento antecipado. No geral, a condição tem melhorado um pouco com relação ao crédito, mas mesmo assim ainda se verifica o problema do crédito por parte do produtor para a aquisição dos produtos, que se arrasta desde o início da crise no início do segundo semestre de 2008.
As usinas sucroenergéticas do Estado de Goiás continuam adquirindo produto para renovação dos canaviais, visto os bons preços dos produtos derivados da cana, principalmente no mercado internacional como é o caso do açúcar e a recuperação dos preços do álcool no mercado interno.
Segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), de janeiro a julho deste ano, as importações de matéria-prima caíram 57,1% , valor menor que no período de janeiro a junho quando acumulou uma queda de 61,1% em relação ao mesmo período do ano passado. As importações que ano passado nesse período estava em mais de 10 milhões de toneladas, em 2009 não passou de pouco mais de 4,5 milhões de toneladas.
A quantidade de fertilizantes entregue ao consumidor, no período de janeiro a julho, segundo a Anda, despencaram 22,4%, valor também menor que no período até junho onde a baixa foi de 26,5% e concernente à produção nacional de fertilizantes intermediários, seguindo a tendência, a queda foi de 19,7%.
As vendas de matéria prima ao consumidor final por parte das grandes empresas fabricantes e distribuidoras de fertilizantes no Brasil continuam com retração nas vendas de matéria prima como Uréia, Sulfato de Amônio, Cloreto de Potássio e MAP, seguindo a tendência de acreditar na grande variação de preços no mercado internacional, como de fato já vem acontecendo.
O petróleo, que atingiu a casa dos US$ 75 o barril no mês de agosto, começa a variar para baixo, fato esse que pode ter recebido influência da descoberta de novas reservas no mundo, como foi o caso do próprio Brasil. Apesar disso, temos visto uma leve alta de nitrogenados nos terminais internacionais.
O Cloreto de Potássio (KCl), que custava em torno de US$ 610 (preço CIF) no mercado internacional mês passado, teve uma pequena retração no mês de agosto atingindo US$ 540 sendo o responsável por segurar os preços dos formulados, principalmente os mais concentrados em potássio. No mercado local o produto teve queda de quase 16%.
Os formulados tradicionais a base de fósforo foram os que visivelmente puxaram a oscilação da curva média de preços para cima variando positivamente de 2% a 6% dependendo da concentração de fósforo no formulado. Já os nitrogenados têm oscilado para cima, mesmo que timidamente.
Na média geral, através dos números, podemos perceber que os preços de fertilizantes caíram, sem dúvida puxados pela queda de preços do cloreto de potássio, assim absorvendo a pequena alta das demais matérias primas.
No comparativo geral, tomando como base o mês de janeiro, a queda nos preços de fertilizantes foi de 22,7 pontos percentuais para matérias primas e de 27 pontos para os formulados. Levando-se em conta os preços praticados no ano de 2008 a queda chega a quase 50% nos preços dos produtos mais tradicionais.
Grande parte do mercado de fertilizantes já andou e boa parte dos produtores adquiriu fertilizantes entre fevereiro e abril, período em que o produto estava em alta, caracterizando compra antecipada desses insumos e isso tem preocupado algumas misturadoras que ainda pretendem fazer um volume de vendas até o final do ano.
Como sempre, os produtores devem estar atentos ao mercado, pois de igual forma acontece com as previsões climáticas, surpresas podem acontecer. Os preços internacionais tendem a permanecer como estão, baixa de potássio e alta de fosfatados e nitrogenados, porém, não se sabe até quando os grandes fornecedores de potássio estarão fazendo “promoção” no produto nos principais terminais com os de Vancouver no Canadá e na China.
A comercialização dos insumos para a safra de verão este ano está mais lenta. As incertezas do mercado obrigaram o produtor a pensar mais antes de fazer as compras.
A análise dos preços de fertilizantes é realizada mensalmente pela Gerência de Estudos Técnicos e Econômicos da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG).
Gerente de Estudos Técnicos e Econômicos: Edson Alves Novaes
Responsável técnico e autor do artigo: Alexandro Alves dos Santos
FAEG - Federação da Agricultura do Estado de Goiás