Na mesma comparação, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal 1, o maior destaque foi a indústria (2,1%), seguida pelos serviços (1,2%). A agropecuária apresentou variação negativa de 0,1%.
Na comparação com o segundo trimestre de 2008, o PIB registrou queda de 1,2%, resultado da retração de 0,9% no valor adicionado a preços básicos e da redução de 2,8% nos impostos sobre produtos. Dentre as atividades, destacaram-se, nesse confronto, os serviços (2,4%). Por outro lado, a indústria caiu 7,9%, e a agropecuária teve redução de 4,2%.
Nos quatro trimestres (12 meses), o PIB apresentou crescimento de 1,3% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Já no acumulado no ano (1º semestre de 2009), o PIB caiu 1,5%, em relação a igual período de 2008, sendo que, somente os serviços cresceram (2,1%), enquanto a indústria (-8,6%) e a agropecuária (-3,0%) caíram.
Na comparação com o primeiro trimestre do ano, em relação aos componentes da demanda interna, o crescimento da despesa de consumo das famílias foi de 2,1%. Já a despesa de consumo da administração pública registrou variação negativa de 0,1%. A formação bruta de capital fixo (FBCF, o mesmo que investimento planejado) permaneceu estável, sem variação. No setor externo, tanto as exportações como as importações de bens e serviços apresentaram crescimento, de 14,1% e 1,5%, respectivamente.
Apenas serviços crescem em relação a 2008 - O PIB registrou queda de 1,2% no segundo trimestre de 2009, em relação a igual período de 2008, sendo que o valor adicionado a preços básicos apresentou retração de 0,9%; e os impostos sobre produtos, uma redução de 2,8%, resultado principalmente da queda da indústria, em especial a de transformação, e da diminuição do volume das importações. O destaque nesse confronto ficou com os serviços, que cresceram 2,4%, enquanto a indústria decresceu 7,9%, e a agropecuária caiu 4,2%.
A taxa da agropecuária pode ser, em grande parte, explicada pelo desempenho de alguns produtos que possuem safra relevante no trimestre e têm estimativas de queda na produção em 20092, caso da soja, do milho e do café. As estimativas para a pecuária, a silvicultura e a exploração florestal também apontam para um fraco desempenho no trimestre.
Na indústria, todas as atividades apresentaram taxas negativas. A maior queda foi na indústria de transformação (-10,0%), influenciada principalmente pela redução na produção de máquinas e equipamentos; metalurgia; peças e acessórios para veículos; mobiliário; vestuário e calçados. Também houve retração de 9,5% na construção civil; queda de 4,0% em eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana; e redução de 0,8% na extrativa mineral, onde a extração de minérios ferrosos caiu 27,4%, e a extração de petróleo e gás natural aumentou 5,9%.
Dentre as atividades industriais, destaca-se a extrativa mineral (1,5%), seguida pela eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (estável em 0,2%). Por outro lado, a indústria de transformação registrou redução de 5,2%, seguida da construção civil, com queda de 1,3%.
Nos serviços, as maiores elevações foram nos serviços de informação (7,8%); intermediação financeira e seguros (6,9%); e outros serviços (6,1%). Também cresceram administração, educação e saúde públicas (2,9%) e serviços imobiliários e aluguel (2,0%). Em contrapartida, houve queda em transporte, armazenagem e correio (-1,8%); e no comércio (-0,4%).
Na análise da demanda, a despesa de consumo da administração pública cresceu 4,2%, seguida pela despesa de consumo das famílias (3,5%). A formação bruta de capital fixo, por sua vez, caiu 2,2%, depois de 20 trimestres de crescimento seguidos nessa base de comparação. No setor externo, tanto as exportações (-7,6%) como as importações (-0,8%) de bens e serviços caíram.
No 1º semestre de 2009, o PIB registra queda de 1,5% - No primeiro semestre de 2009, o PIB caiu 1,5%, em relação a igual período de 2008, com crescimento apenas entre os serviços (2,1%) e quedas na indústria (-8,6%) e agropecuária (-3,0%).
Todas as quatro atividades da indústria apresentaram taxas negativas na comparação semestral, sendo a maior redução na indústria de transformação (-11,2%), seguida pela construção civil (-9,6%); eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-4,1%); e indústria extrativa (-0,9%).
Nos serviços, as maiores elevações foram em outros serviços (7,2%); instituições financeiras e seguros (7,0%); serviços de informação (6,1%); administração, educação e saúde públicas (3,0%); e serviços imobiliários e aluguel (1,5%). Já transporte, armazenagem e correio (-5,4%) e comércio (-5,0%) apresentaram quedas.
Na análise da demanda interna da comparação semestral, destacam-se os crescimentos de 2,5% da despesa de consumo da administração pública e de 2,3% na despesa de consumo das famílias. A formação bruta de capital fixo, por sua vez, caiu 15,6%. Analisando-se o setor externo, as importações (-16,3%) e a exportações (-13,1%) de bens e serviços tiveram quedas.
Em valores correntes, PIB fecha 2º trimestre em R$ 756,2 bilhões - No segundo semestre, o PIB medido a preços de mercado alcançou R$ 756,2 bilhões, sendo R$ 652,4 bilhões referentes ao valor adicionado e R$ 103,8 bilhões aos impostos sobre produtos.
A agropecuária registrou R$ 56,1 bilhões; a indústria, R$ 163,4 bilhões; e os serviços, R$ 432,9 bilhões. A despesa de consumo das famílias totalizou R$ 471,2 bilhões; a despesa de consumo da administração pública, R$ 155,9 bilhões; e a formação bruta de capital fixo, R$ 118,8 bilhões.
A balança de bens e serviços ficou superavitária em R$ 7,6 bilhões, e a variação de estoques foi positiva em R$ 2,8 bilhões. A taxa de investimento no segundo trimestre de 2009 ficou em 15,7% do PIB, inferior à do mesmo período do ano anterior (18,5%). A taxa de poupança ficou em 15,0%.
A Tarde