A Conab divulgou nesta terça-feira (08) mais uma reavaliação de safra no Brasil, indicando a colheita de verão em 33,6 milhões de toneladas (-16%) e a safrinha de milho em 16,5 milhões de toneladas (-12%). No total, a produção brasileira de milho é estimada em aproximadamente 50 milhões de toneladas, cerca de 8,5 milhões de toneladas a menos do que no ano passado. O Estado de Goiás foi o único a aumentar a área plantada com safrinha, semeando 371 mil hectares (+37%). A colheita local é estimada em quase 1,7 milhões de toneladas, contra 1,3 milhões de toneladas no ano passado.
Ainda no Estado de Goiás, nas regiões de maior oferta, o milho é indicado mais comumente entre R$ 13 a R$ 14,50/saca (bruto – CIF). Por incrível que possa parecer, estes baixos níveis ainda estão sobrevalorizados em relação à paridade externa. Com as recentes quedas de preços no mercado norte-americano, a remuneração no porto brasileiro desceu a cerca de R$ 16,60/saca FOB. Com o dólar adicionalmente em direção ao patamar de R$ 1,80, o mercado brasileiro continua sob um elevado risco de queda de preços.
Diante do referido nível nos portos, o contrato de setembro de 2009 na BM&F rompeu pela primeira vez a barreira de R$ 19/saca (Campinas/SP), negociado nesta terça-feira ao redor de R$ 18,88/saca, na oitava queda consecutiva. Mesmo com a forte alta de hoje para o petróleo, o mercado do milho em Chicago manteve-se praticamente estagnado. O contrato de setembro de 2009 terminou o dia a US$ 118,90/tonelada (+0,7%), acumulando uma queda adicional de quase 7% nos últimos 30 dias. A proximidade de uma colheita acima do esperado nos Estados Unidos (EUA) continua pressionando o mercado externo, ao lado de um ritmo local de exportações muito baixo.
Ainda no Estado de Goiás, nas regiões de maior oferta, o milho é indicado mais comumente entre R$ 13 a R$ 14,50/saca (bruto – CIF). Por incrível que possa parecer, estes baixos níveis ainda estão sobrevalorizados em relação à paridade externa. Com as recentes quedas de preços no mercado norte-americano, a remuneração no porto brasileiro desceu a cerca de R$ 16,60/saca FOB. Com o dólar adicionalmente em direção ao patamar de R$ 1,80, o mercado brasileiro continua sob um elevado risco de queda de preços.
Diante do referido nível nos portos, o contrato de setembro de 2009 na BM&F rompeu pela primeira vez a barreira de R$ 19/saca (Campinas/SP), negociado nesta terça-feira ao redor de R$ 18,88/saca, na oitava queda consecutiva. Mesmo com a forte alta de hoje para o petróleo, o mercado do milho em Chicago manteve-se praticamente estagnado. O contrato de setembro de 2009 terminou o dia a US$ 118,90/tonelada (+0,7%), acumulando uma queda adicional de quase 7% nos últimos 30 dias. A proximidade de uma colheita acima do esperado nos Estados Unidos (EUA) continua pressionando o mercado externo, ao lado de um ritmo local de exportações muito baixo.
Nesta próxima sexta-feira (11) o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará mais um relatório mensal de oferta e demanda. O último relatório apontou a colheita nos EUA em 324 milhões de toneladas, contra 307 milhões de toneladas no ano passado. Para este próximo relatório, as expectativas do mercado oscilam para um novo número entre 322,5 a até 333,4 milhões de toneladas. A média das expectativas é de 328,5 milhões de toneladas, o que mantém os valores em Chicago sob baixos níveis.
Preço-alvo médio para GOIÁS(1) | ||
fechamentos 08/09/2009 | ||
Câmbio R$ 1,827/dólar | ||
MILHO | ||
R$/60 kg | Base CHICAGO(2) | BASE BM&F |
set/09 | 13,39 | 13,48 |
nov/09 | - | 14,47 |
dez/09 | 14,85 | - |
jan/10 | - | 15,67 |
mar/10 | 12,42 | 17,16 |
mai/10 | 12,51 | 17,11 |
(1) Com base na relação histórica dos últimos 05 anos com as Bolsas de Futuros | ||
(2) Tendo como cenário a perspectiva de exportações significativas por parte do Brasil | ||
A análise de mercado do milho é realizada diariamente pela Gerência de Estudos Técnicos e Econômicos da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG).
Gerente de Estudos Técnicos e Econômicos: Edson Alves Novaes
Autor do artigo e responsável técnico: Adriano Vendeth
FAEG - Federação da Agricultura do Estado de Goiás