O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, informou nesta terça-feira (15) que o Governo Federal tomou as medidas necessárias para resolver os surtos de importação de leite em pó e de outros produtos lácteos, que tiveram início com a crise financeira internacional. As informações foram divulgadas em encontro do ministro com representantes de cooperativas de leite de todo o País, reunidos na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em Brasília.
"A crise foi muito intensa. Mexeu na estrutura do sistema na Europa e nos Estados Unidos. A primeira coisa que estes países fizeram foi retornar amplamente com subsídios, o que não ocorria desde 2007, desorganizando o mercado. Todo o mundo está se protegendo com subsídios altíssimos e não há sinal de que isto vá mudar", disse o ministro. No último semestre, porém, de acordo com Cassel, houve importantes avanços nas discussões sobre essas questões. "Conseguimos introduzir o assunto no governo e hoje todos os ministros da Camex (Câmara de Comércio Exterior) dominam o tema", disse.
No âmbito do Mercosul, o Governo Brasileiro negocia a consolidação da Tarifa Externa Comum do Mercosul (TEC) para lácteos em 28%. O Brasil já apresentou proposta nesse sentido ao Mercosul, que depende de um apoio do Uruguai e do Paraguai para ser efetivada. "Estamos avançando no diálogo com esses países", afirmou o Ministro. Atualmente, a TEC varia entre 14% e 16%. O Brasil, porém, vem praticando, em caráter de exceção, tarifa de 27% para a importação de leite de países de fora do Mercosul - de maneira a proteger os produtores locais da concorrência com o produto subsidiado nos países desenvolvidos.
A Camex ainda estuda a possibilidade de impor outras medidas específicas, de caráter emergencial e também estruturantes, para enfrentar o risco de novos surtos de importação de leite de países de fora do Mercosul. Anunciou também que o governo criou programa em conjunto com a Agência Brasileira de Promoção às Exportações e Investimentos (Apex) para investir um total de R$ 12 milhões de reais, sendo R$ 1 milhão esse ano para realização de diagnósticos e na prospecção de mercados para produtores brasileiros.
O secretário de Agricultura Familiar do MDA, Adoniran Sanches Peraci, participou do encontro e convidou as cooperativas a participarem do Programa de Aquisição de Alimentos, que tem investimentos de R$ 125 milhões do MDA. Adoniran também convidou os representantes das cooperativas a se organizarem para o fornecimento de alimentos para a merenda escolar, beneficiando-se da nova Lei da Alimentação Escolar (Lei 11.497). A lei estabelece que pelo menos 30% das compras para a alimentação escolar devem ser feita de agricultores familiares. Adoniran ainda falou sobre as diferentes linhas de financiamento do Pronaf.
As informações são do MDA
"A crise foi muito intensa. Mexeu na estrutura do sistema na Europa e nos Estados Unidos. A primeira coisa que estes países fizeram foi retornar amplamente com subsídios, o que não ocorria desde 2007, desorganizando o mercado. Todo o mundo está se protegendo com subsídios altíssimos e não há sinal de que isto vá mudar", disse o ministro. No último semestre, porém, de acordo com Cassel, houve importantes avanços nas discussões sobre essas questões. "Conseguimos introduzir o assunto no governo e hoje todos os ministros da Camex (Câmara de Comércio Exterior) dominam o tema", disse.
No âmbito do Mercosul, o Governo Brasileiro negocia a consolidação da Tarifa Externa Comum do Mercosul (TEC) para lácteos em 28%. O Brasil já apresentou proposta nesse sentido ao Mercosul, que depende de um apoio do Uruguai e do Paraguai para ser efetivada. "Estamos avançando no diálogo com esses países", afirmou o Ministro. Atualmente, a TEC varia entre 14% e 16%. O Brasil, porém, vem praticando, em caráter de exceção, tarifa de 27% para a importação de leite de países de fora do Mercosul - de maneira a proteger os produtores locais da concorrência com o produto subsidiado nos países desenvolvidos.
A Camex ainda estuda a possibilidade de impor outras medidas específicas, de caráter emergencial e também estruturantes, para enfrentar o risco de novos surtos de importação de leite de países de fora do Mercosul. Anunciou também que o governo criou programa em conjunto com a Agência Brasileira de Promoção às Exportações e Investimentos (Apex) para investir um total de R$ 12 milhões de reais, sendo R$ 1 milhão esse ano para realização de diagnósticos e na prospecção de mercados para produtores brasileiros.
O secretário de Agricultura Familiar do MDA, Adoniran Sanches Peraci, participou do encontro e convidou as cooperativas a participarem do Programa de Aquisição de Alimentos, que tem investimentos de R$ 125 milhões do MDA. Adoniran também convidou os representantes das cooperativas a se organizarem para o fornecimento de alimentos para a merenda escolar, beneficiando-se da nova Lei da Alimentação Escolar (Lei 11.497). A lei estabelece que pelo menos 30% das compras para a alimentação escolar devem ser feita de agricultores familiares. Adoniran ainda falou sobre as diferentes linhas de financiamento do Pronaf.
As informações são do MDA