Se não fosse a recessão, a fruticultura cearense poderia gerar US$ 150 milhões em exportações
R$ 20 milhões em apenas 4 dias. É o que os organizadores da Frutal 2009 esperam movimentar na 16ª Semana Internacional da Fruticultura, Floricultura e Agroindústria. O evento, que começou ontem à noite, no Centro de Convenções Edson Queiroz, deve receber cerca de 30 mil pessoas. Aproximadamente 200 especialistas do Brasil e diversos países como EUA, Equador e Holanda estarão promovendo o intercâmbio de conhecimentos e novas tecnologias, através de lançamentos de livros e novos produtos, mesas redondas, fóruns, painéis, palestras, seminários, workshops, oficinas florais e cursos técnicos de capacitação profissional.
De acordo com o presidente do Instituto Frutal, Euvaldo Bringel, o evento ajudou a consolidar o Ceará como o 3º maior exportador de fruticultura do Brasil. "Quando começamos, em 1994, as exportações cearenses representavam apenas 0,6% de todo o País. Hoje, esse número é de 18%. Pelos nossos portos saem 62% de todas as exportações nacionais de fruticultura para o exterior", comemora.
Para Bringel, os efeitos da crise econômica mundial não irão diminuir o volume de exportações em relação ao ano passado, que foi de US$ 131 milhões. "Se não houvesse a recessão, poderíamos chegar a US$ 150 milhões. Mas, alcançar o mesmo patamar de 2008 já é um bom resultado. É preciso lembrar que nossas exportações eram de apenas US$ 49 e US$ 77 milhões, em anos anteriores", analisa.
Modelo copiado
A experiência cearense tem despertado o interesse de todos os lugares do mundo. É o caso de Cabo Verde, que enviou uma comitiva de 65 pessoas, entre funcionários do governo e produtores, para oficializar uma parceria entre os dois países. Foi assinado um protocolo de intenções que garante a transferência do modelo cearense em gestão de negócios em fruticultura e agropecuária para o país africano. Além disso, os africanos querem montar, em breve, um evento nos mesmos moldes da Frutal no seu país de origem.
Para o diretor geral de Agricultura, Silvicultura e Pecuária de Cabo Verde, Hemitério Ramos, é preciso modificar a mentalidade dos produtores de sua terra natal. "Nos interessamos por essa visão empresarial dos cearenses e as boas experiências no meio rural aqui vistas", explica. A Frutal 2008 motivou Ramos a trazer os principais produtores de seu país esse ano
COOPERATIVA
Cabo Verde interessado em central da Super Rede
Parte da comitiva dos caboverdianos, dentre produtores rurais de horticultura e membros do Ministério Ambiente, Desenvolvimento Rural e Recursos Marinhos de Cabo Verde, estiveram, na tarde de ontem, conhecendo de perto o funcionamento da Super Rede. O diretor geral de Agricultura, Silvicultura e Pecuária de Cabo Verde, Hemitério Ramos, disse que é mais uma boa prática que deve ser copiada para o seu país de origem. A central de negócios genuinamente cearense chamou a atenção dos africanos que vieram para Fortaleza participar da Frutal 2009.
É a segunda vez que representantes de Cabo Verde participam da Frutal. O superintendente da Super Rede, Paulo Ângelo Cardillo, apresentará o trabalho desenvolvido pelo grupo de nove supermercados que, em 2008, atendeu mais de 40 milhões de clientes no Estado.
Por constituir-se como uma central de negócios, a Super Rede consegue barganhar descontos e prazos maiores na hora de adquirir seus estoques. Benefício que pode ser repassado para o consumidor.
Atualmente, conta com uma estrutura de 48 lojas, espalhadas em Fortaleza e em outras 10 cidades do interior do Ceará (Aracati, Crato, Guaiuba, Itaitinga, Itapipoca, Juazeiro do Norte, Maracanaú, Pacatuba, Quixadá, Sobral).
Diário do Nordeste