Em julho e agosto, tomada de crédito pelos produtores rurais atingiu R$ 15,3 bilhões.
A tomada de crédito pelos produtores rurais atingiu R$ 15,3 bilhões em julho e agosto. Até agora, é o maior valor liberado nos dois primeiros meses de uma safra da agricultura empresarial. Levantamento realizado pelo Departamento de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Deagri/Mapa) mostra que o montante equivale ao triplo do liberado na safra 2005/2006 e mais de 50% do aplicado no mesmo período da safra passada.
— O Ministério da Agricultura sempre se empenhou para que a liberação do crédito ocorresse no início do plantio e os resultados desse esforço agora surtiram efeito. Este ano, fechamos as medidas com antecedência e os bancos começaram a operar um mês antes do que normalmente ocorre — aponta o secretário de Política Agrícola do Ministério, Edilson Guimarães.
Nesse período, em que a maior parte das despesas se concentra na aquisição de insumos, preparo do solo e plantio da safra, 85,2% do total financiado corresponde a custeio e comercialização. O volume de recursos aplicado em custeio pelo Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger Rural) é, nesses dois primeiros meses da safra, dez vezes superior ao desembolsado na safra passada. O programa contabilizou aplicações de R$ 455,4 milhões nessa modalidade, nos meses de julho e agosto. No mesmo período do ano passado foram desembolsados R$ 44,2 milhões.
Destacam-se o Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) com R$ 420,8 milhões em julho e agosto (aumento de 259,5%), o Programa de Estímulo à Produção Agropecuária Sustentável (Produsa) com R$ 81,5 milhões aplicados, (incremento de 105,9%). Também nos dois primeiros meses desta safra, o Proger Investimento contabilizou R$ 60,5 milhões contra R$ 4,6 milhões aplicados no mesmo período da safra passada.
Outra medida que contribuiu para um melhor resultado do financiamento foi a autorização de tomada de crédito pelos produtores rurais para após a data limite de encerramento do ano safra (30 de junho de 2009).
— Com essa medida, tomada em abril de 2009, a interrupção dos financiamentos dos programas de investimento foi evitada — observa Guimarães.
MARA