Quanto custa a formação da pastagem? Qual a participação das máquinas nesse custo? Em geral, não é facil obter-se a resposta para tais perguntas porque na gestão não se faz a distinção entre ambos os tipos de gastos. Ocorre, porém, que, se os gastos com óleo diesel, lubrificantes, oficina, operadores de máquinas, reparos, manutenções, reforma de máquinas e outros forem imputados sem a devida discriminação, não se saberá com precisão o custo de cada área funcional da fazenda.
O emprego do conceito de centros de custos permite visualizar com exatidão onde os recursos utilizados na produção estão sendo alocados - seja na distribuição de suplementos ou rações, seja nas pastagens e lavouras, seja na construção de cercas, entre outros.
Segundo informa Marco Aurélio Nunes, diretor de projetos da Ruralplan Gestão em Agronegócios, de Uberlândia, MG, têm sido adotados dois centros de custos macros: pecuária e máquinas. No centro de custo "máquinas" são alocados gastos como óleo diesel, manutenção e reparos, seguros, juros pagos nos financiamentos, salários e encargos sociais do operador, lubrificantes e pneus.
Já no centro de custo "pecuária" são apropriados todos os demais gastos da fazenda, como a compra de animais, pastagens, suplementação, administração, mão-de-obra, assistência técnica, medicamentos veterinários, identificação, rastreabilidade, etc.
Dessa forma, a somatória das despesas do setor de máquinas é dividida pela hora máquina trabalhada, quando da apropriação do valor real de custo do setor de pecuária, de modo que se possa apurar no final do exercício o número de horas consumidas e seus respectivos custos, por exemplo na distribuição de ração e do volumoso, ou na formação da pastagem.
DBO