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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Brasil se mantém na liderança mundial de mortes por gripe A

SÃO PAULO - O Brasil se mantém na liderança mundial de mortes por gripe A. Segundo boletim do Ministério da Saúde, divulgado nesta quarta-feira, 657 pessoas morreram contaminadas pelo vírus H1N1 até o dia 22 de agosto. Já são 100 mortes a mais do que os Estados Unidos, que vinha liderando o total de vítimas fatais até o início do mês de agosto. No boletim divulgado a semana passada, o Brasil já tinha ultrapassado os EUA em número de mortes . Entre 25 de abril e 29 de agosto, iníco da pandemia, foram confirmados no total 6.592 casos de gripe suína no Brasil.

Segundo o Ministério da saúde, o número de casos graves, no entanto, continua caindo pela terceira semana consecutiva. Na semana entre 23 e 29 de agosto, foram contabilizados 151 casos graves da doença; na semana anterior, de 16 a 22 de agosto, o número foi de 693 e na semana de 9 a 15 de agosto foram notificados 1.165 casos.

Segundo conclusão do Ministério, esses números mostram que a transmissão do vírus H1N1 e os casos graves da doença, provocados por ele, estão diminuindo no Brasil. Com isso, o Ministério passará a divulgar os dados quinzenalmente.

O estado de São Paulo continua na liderança no número de mortes: foram 261 desde o início da epidemia. Em seguida, está o Paraná (186), seguido pelo Rio Grande do Sul (100). Depois aparecem os estados do Rio de Janeiro (66 mortes) seguido por Santa Catarina (20 mortes). Minas Gerais registrou 10 mortes, Paraíba, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal (duas mortes cada um), Rondônia, Acre, Amazonas, Pará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia e Espírito Santo (uma morte cada um).

O Paraná anunciou mais sete novas mortes nesta quarta-feira e o total segundo a secretaria de Saúde chega a 220 casos.

De acordo com o boletim do Ministério, 2.933 mulheres tiveram diagnóstico positivo de gripe A no Brasil. Dessas, 620 estavam grávidas e 63 morreram.

Depois de Brasil e Estados Unidos, Argentina fica na terceira posição em número de mortos, com 465 óbitos. É a Argentina também que tem a maior taxa de mortalidade (1,15 por 100 mil habitantes), que representa o total de óbitos em relação à população total. O México aparece com 193 casos.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil tem a 6ª taxa de mortalidade, com 0,34. Os países com as maiores taxas de mortalidade, exceto a Costa Rica, estão no hemisfério Sul , onde a pandemia atualmente apresenta maior impacto por causa do inverno. Os países do hemisfério Norte, que estão no verão, têm atualmente uma transmissão significativamente menor.


O Globo Online

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