Notícias da Hora

sábado, 1 de novembro de 2008

CÂMARA SETORIAL DO LEITE DEFINE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

Concluído o Planejamento Estratégico para o Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite do Maranhão, na quarta-feira (29), no auditório da Aged. O planejamento definiu ações a serem executadas no período de 2008 a 2012, com o objetivo de ampliar qualitativa e quantitativamente a produção de leite no Maranhão em 100% em relação ao ano base 2008.

Com isso, pretende-se ofertar ao consumidor maior diversidade de produtos lácteos, atendendo aos padrões de qualidade da Instrução Normativa 51 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, lei que normatiza a atividade leiteira no Brasil.

A Câmara Setorial Temática do Leite é constituída por representantes de entidades ligadas ao setor público e privado, tais como a Amasp, BB, BNB, Basa, Inagro, Embrapa Faema, Fiema, Sindleite, Sistema Seagro, através da Agerp e Aged, Uema, Ufma e Cooperativas de lacticínios, e presidida pelo secretário da Indústria e Comércio, Júlio Noronha.

O superintendente de Promoção do Agronegócio da Secretaria da Indústria e Comércio (Sinc), Carlos Feitosa, observa que é de fundamental importância que técnicos e representantes das instituições parceiras se esforcem na implementação desse plano. "O passo seguinte será cada parceiro assumir e fazer acontecer as ações de sua competência", explica o superintendente.

O Governo do Maranhão, através desse esforço conjunto, pretende compensar o desequilíbrio provocado pelo volume de importação de produtos lácteos de outros estados, além de proporcionar a geração de milhares de empregos, promovendo a distribuição de renda.

Segundo o secretário executivo da câmara, Alexandre Athaíde, a câmara, através do comitê gestor, atuará em todos os segmentos da cadeia do leite de forma planejada e integrada. "Acreditamos no potencial da indústria do leite no estado e, principalmente, nos produtores que são a base da cadeia produtiva", complementa. 

 Fonte: O Progresso

Preço do leite cai e oferta cresce bem menos que nos anos anteriores

As sucessivas quedas nos preços do leite juntamente com os custos mais elevados aos produtores têm feito com que o aumento da oferta, típico do segundo semestre, ocorra de forma bem mais comedida. De acordo com o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L), o volume de leite recebido pelas empresas em setembro foi somente de 1,25% maior que o de agosto, fazendo com que o Índice de setembro deste ano seja menor que o do mesmo mês do ano passado. Tal fato não ocorria desde abril do ano passado. 

De agosto para setembro, o menor aumento ocorreu no Rio Grande do Sul, de apenas 0,77%, e o maior, de 2,01%, foi em Goiás, conforme as pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. No mesmo período de 2007, os gaúchos chegaram a apresentar aumento de quase 10%, e os goianos, de pouco mais de 8%. Nem mesmo em 2006, ano de preços estáveis em patamares considerados baixos, o volume de leite cresceu tão pouco. No acumulado de maio a setembro deste ano, o aumento foi de apenas 3,9%; no mesmo período de 2007, foi de 32% e de 2006, 15%. 

Desde julho, quando os preços começaram a cair, a média ponderada nacional (RS, SC, PR, SP, MG, GO e BA) já perdeu 15 centavos por litro. Conforme o Cepea, em outubro, o preço médio bruto foi de R$ 0,6096/litro – em junho, último mês antes de se começarem as quedas, a média era R$ 0,7633/litro. 

A combinação de baixo crescimento da oferta com preços em queda indica a existência de estoques nas indústrias. De fato, o volume recebido pelas empresas no acumulado deste ano ainda é 16,55% maior que no mesmo período de 2007. 


OUTUBRO

Segundo o Cepea, o preço médio do leite pago ao produtor em outubro (referente ao leite entregue em setembro) caiu 7,3%, ou 4,8 centavos, em relação ao pagamento de setembro. A menor retração, de 0,75%, ocorreu na Bahia, com o litro a R$ 0,6142; em situação oposta, esteve Santa Catarina, onde a retração chegou a 12%, com o preço médio a R$ 0,5156/litro, sem o desconto do frete e dos impostos.

São Paulo, que até setembro apresentava quedas menores que os de Minas e Goiás, desta vez viu o preço do litro recuar 6,8 centavos, com a cotação chegando a R$ 0,6495/litro (bruto). Minas e Goiás, por sinal, tiveram retrações relativamente pequenas neste mês. Para os produtores mineiros, a queda por litro foi de pouco mais de 3 centavos e, para os goianos, pouco acima de 4 centavos, com as médias, respectivamente, a R$ 6314 e R$ 0,6293/litro (bruto). 

Para o próximo mês, no entanto, começa a figurar a perspectiva de mudança da tendência. Cerca de metade dos representantes de laticínios e cooperativas ouvidos pelo Cepea acredita em manutenção dos atuais valores para o pagamento de novembro. A outra metade, no entanto, continua sinalizando mais um mês de queda. É importante observar as expectativas regionalmente. No Sul, 77,4% dos compradores consultados pelo Cepea prevêem estabilidade dos preços, enquanto que para MG, SP e GO, esta estimativa é compartilhada por 32% dos compradores.


Fonte: Cepea-Esalq 

Aprovado zoneamento agrícola para banana, caju, mamona e milho para o Ceará

Mais cinco portarias, aprovando o zoneamento de risco climático para as culturas de banana, caju, mamona e milho, foram publicadas no Diário Oficial da União, nesta quinta-feira (30/10), pela Coordenação-Geral de Zoneamento Agropecuário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Para a cultura da banana safra 2008/2009, a portaria indica áreas de plantio no estado do Maranhão, levando em conta temperaturas médias elevadas, alta umidade relativa do ar e solo úmido, o que apresenta bom desenvolvimento vegetativo. O cultivo do caju foi recomendado para o Ceará e Piauí. O Ceará, com uma área plantada de aproximadamente 371 mil hectares e produção de 130 mil toneladas/ano, segundo dados do IBGE, é um dos principais produtores de castanha do caju, da região Nordeste.

A cultura da mamona (
Ricinus communis L.) foi indicada para o estado da Bahia. E a cultura do milho safra 2008/2009 foi indicada para o estado do Ceará, que é o segundo maior produtor da espécie (Zea mays L.) da região Nordeste, com uma produção estimada, pela Conab, em 752,5 mil toneladas para a safra 2007/2008, contribuindo com 17,3% da produção regional.

Confira as portaria na íntegra, nos endereços abaixo:

Portaria Nº 214 – Zoneamento para cultura da banana no Maranhão
http://extranet.agricultura.gov.br/sislegis-consulta/consultarLegislacao.do?operacao=visualizar&id=19172

Portaria Nº 215 – Zoneamento para cultura do caju no Ceará
http://extranet.agricultura.gov.br/sislegis-consulta/consultarLegislacao.do?operacao=visualizar&id=19173

Portaria Nº 216 – Zoneamento para cultura da mamona na Bahia
http://extranet.agricultura.gov.br/sislegis-consulta/consultarLegislacao.do?operacao=visualizar&id=19174

Portaria Nº 217 – Zoneamento para cultura do milho no Ceará
http://extranet.agricultura.gov.br/sislegis-consulta/consultarLegislacao.do?operacao=visualizar&id=19175

Portaria Nº 218 – Zoneamento para cultura do caju no Piauí
http://extranet.agricultura.gov.br/sislegis-consulta/consultarLegislacao.do?operacao=visualizar&id=19176


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