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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Brasil tem maior área agricultável do mundo, diz estudo

Segundo o estudo, há 200 milhões de hectares de terras agricultáveis fora de áreas de preservação ou com relevo. A

Rússia está em segundo lugar, com 100 milhões de hectares de áreas livres parta a agricultura. Parte desses espaços será usada para a produção de biocombustíveis, diz o documento.

BC prorroga pagamento da dívida rural para 10 de outubro - Além de prestações de vencimento entre 1º de janeiro e outubro, resolução inclui parcelas a

O Banco Central (BC) publicou no dia 29 a Resolução 3.611, que autoriza a prorrogação para 15 de outubro do prazo para pagamento das parcelas de dívidas que vencem em 2008 referentes a operações de investimento agropecuário. Além das prestações que venceriam entre 1º de janeiro e hoje (dia 1º), a nova resolução inclui as parcelas com vencimento até o dia 14 de outubro. As informações são da assessoria de imprensa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

LUCRO COM RAÇÃO PARA GADO LEITEIRO

A nova aposta dos fazendeiros e empresário rurais no Sul de Minas é a venda de ração para gado leiteiro. Para produzi-la, eles desenvolveram um projeto de rotação de cultura que inclui a construção de uma usina para extração de óleo e outra de biocombustível. Com um investimento previsto de R$ 6 milhões, a expectativa é de que a nova atividade aumente o faturamento desses produtores em torno de R$ 8,5 milhões por ano. O projeto consiste em aproveitar a entressafra da cultura prioritária da região, o milho, que dura de março a outubro. 

Nesse período, serão plantados girassol, soja e trigo, culturas que se desenvolvem no mesmo clima e solo. Depois da colheita, o óleo é extraído das sementes, num processo cujo maior volume de produto é o farelo, complemento da ração utilizada pelos pecuaristas de leite. A usina de biocombustível, terceira etapa do projeto, aproveitará o óleo retirado e abastecerá energeticamente todo o processo. O excedente será comercializado. “Será um alternativa de renda e diminuirá os nossos custos” afirma Marco Aurélio Castelli, um dos 104 produtores que aderiram ao projeto.

 Fonte: Estado de Minas 

Ceará realiza segunda etapa de vacinação contra aftosa

Todos os bovinos e bubalinos deverão ser imunizados até o dia 31 de outubro.  A Superintendência Federal de Agricultura  (SFA/CE) acompanhará as caravanas da Secretaria Estadual de Agricultura, que passarão por oito municípios representando cada região do estado. As caravanas prestarão atendimento nos postos da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceara (Adagri) e informarão os criadores sobre o perigo da doença e a importância da vacinação.

A primeira parada é Quixeramobim, no dia 9; os moradores de Beberibe serão conscientizados sobre a vacinação no dia 10; no dia 14, é a vez de Baturité; em Jaguaribe, a caravana chega no dia 16; em Icó, no dia 17; os criadores de Granja deverão comparecer ao posto do Adagri dia 21; assim como os de Ipaporanga no dia 23 e os de Reriutaba, no dia 24. 

O Ceará quer aumentar o índice de vacinação e avançar para o nível de status sanitário de zona de médio risco para a febre aftosa. Na primeira etapa de vacinação deste ano, que ocorreu em abril e maio, a cobertura vacinal foi de 90,3%. Na segunda fase de 2007, foi atingida a marca de 89,75%.

De acordo com a chefe do Serviço de Defesa Agropecuária da SFA/CE, Normacilda Colares, a imunização beneficia os produtores e o estado. “Poderemos sair do status de risco desconhecido para febre aftosa e ficará mais fácil para o Ceará ter seus animais transitando para outros estados e exportados para outros países”, ressaltou.

O produtor tem até 10 dias, após o término da campanha, para informar que vacinou o rebanho. Para isso, basta comparecer à unidade da Adagri mais próxima e apresentar a nota fiscal das vacinas. Quem não comprovar a vacinação, fica impedido de realizar o trânsito dos animais para outros estados.

Crise pode aumentar desequilíbrio entre receita e custos de produção, diz a CNA

A crise financeira nos Estados Unidos, que tem contagiado os principais mercados internacionais, pode afetar o agronegócio brasileiro, aumentando o desequilíbrio entre os custos de produção da atividade rural e a receita obtida pelo produtor. 

Segundo o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Mário Schreiner, o setor produtivo está preocupado com a queda dos preços das commodities e a restrição de crédito dos bancos, o que já vem ocorrendo diante da dificuldade de captação de recursos no exterior para empréstimos. 

A consolidação deste cenário agravará a situação do produtor em razão da elevação dos custos de produção da lavoura em plena época de plantio e pelo fato de a maioria dos produtos, hoje, não dispor de hedge, instrumento de proteção contra as oscilações do câmbio. “Não sabemos onde esta crise vai chegar e como vai impactar o agronegócio, mas temos uma percepção ruim, porque os riscos sempre ficam por conta do produtor”, afirma Schreiner.

Na sua avaliação, apesar de o Governo ter aumentado o volume de recursos para a safra 2008/2009 em relação à safra anterior, o montante diminuiu proporcionalmente à variação dos custos de produção, cujo aumento superou os 50% do ano passado para cá. Para Schreiner, com a limitação para conseguir crédito junto às instituições financeiras, as taxas de juros ficarão mais altas, o que levará os produtores a buscar outras fontes de recursos. 

As tradings, por exemplo, também enfrentam dificuldades para obter recursos para financiar a safra dos agricultores e, conseqüentemente, já adotam encargos mais caros. Outra preocupação é o reflexo do aumento do dólar sobre os custos de produção, pois itens que compõem os desembolsos da atividade agropecuária, como os insumos, estão atrelados ao câmbio.

A retração do consumo pode ser outra conseqüência negativa da crise norte-americana, uma vez que a redução da demanda por produtos nacionais pode afetar principalmente as exportações brasileiras. “Os países emergentes, que ocasionaram o aumento da demanda, podem agora retrair o consumo, gerando um excedente de oferta e piorando a situação do Brasil”, afirma. Ele alerta, ainda, para a possibilidade de fuga dos investidores do mercado de commodities para outros mercados menos oscilantes, o que pode também ter reflexo nas cotações agrícolas.


Fonte: CNA 

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