Notícias da Hora

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Febraban garante que bancos cumprem regras para renegociação das dívidas agrícolas

Os bancos cumprem o previsto na medida provisória 432, que trata da renegociação das dividas rurais desde quando o texto foi aditado pelo governo federal. Foi o que garantiu o diretor da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) Ademir Vian, em entrevista ao Mercado e Companhia, nesta segunda, dia 1º.

Vian diferenciou, porém, duas situações. No caso das dívidas de custeio, ele disse que os bancos podem negociar com os produtores de acordo com o previsto na medida. O mesmo não acontece no caso de dívidas de investimentos, como explicou o diretor da Febraban.

– São operações com recursos do BNDES. Nesses casos, a Medida Provisória não é suficiente. Precisa de uma regulamentação pro parte do BNDES e isso causou um certo estresse entre bancos e produtores, porque o BNDES não foi rápido na edição das normas e quando o produtor procurava o banco, o gerente não tinha a regulamentação e não sabia como proceder.

Sobre a mudança na taxa de juros das renegociações, aprovada pelo Congresso – a indexação deixou de ser pela taxa Selic, de 13% ao ano, e passou para a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), de 6,25% - Ademir Vian disse que o produtor deve ter cautela.

– Se o produtor achar inconveniente fazer a prorrogação, pode, perfeitamente, fazer outra negociação com a instituição financeira, liquidando a operação ou fazendo algum tipo de prorrogação. O que temos de ressaltar é que ele vai para outra forma de correção do saldo devedor dele e isso ele deve avaliar de forma pontual e comedida porque, daqui para frente, são vários anos que ele vai ter para fazer esses pagamentos.

Crédito

Independente da renegociação, o produtor tem acesso ao crédito nos bancos, disse o diretor da Febraban, Ademir Vian. Mas prevê uma situação um pouco mais difícil para a contratação dos financiamentos, em comparação com a safra anterior.

– A retirada da CPMF e a subida da Taxa Selic fez com que os depósitos à vista caíssem muito. Dificilmente passaremos dos R$ 30 bilhões. Se tanto, chegaremos. Podemos dizer que vamos chegar aos US$ 28 bilhões, US$ 29 bilhões.

Ademir Vian negou a possibilidade dos gerentes de agências bancárias condicionarem a análise de crédito á venda de produtos e serviços bancários. A prática configura venda casada.

– A análise de crédito é feita de forma individualizada, com base na liquidez da operação, ou seja, na capacidade de pagamento dos clientes. Não é porque ele vai comprar um determinado produto, que vai ter o crédito reativado ou melhorado.

CANAL RURAL

Empresa da Jordânia quer leite e óleo do Brasil

O diretor da trading da Jordânia Middle Furat, Mohd Shqwara, está em São Paulo em busca de fabricantes brasileiras de leite em pó integral e óleo de girassol para exportar para o Iraque. A companhia ainda não importa do Brasil e é a primeira vez que o empresário jordaniano vem ao país.

Na sexta-feira (29), Shqwara se encontrou com representantes da empresa Aboissa, que comercializa óleos vegetais e gorduras animais, e da Serlac Trading, especializada em produtos lácteos. Segundo o diretor, a empresa já importa leite e óleo da Europa, mas está atrás de preços mais competitivos. "A qualidade é a mesma. Agora preciso saber o preço", afirmou Shqwara.

A Middle Furat, que também importa chá preto e outros óleos vegetais, trabalha diretamente com o Iraque. "Tudo o que importamos é distribuído para o Iraque. É um mercado enorme", disse Shqwara. Segundo ele, no início dos anos 80 a empresa importava cerca de US$ 35 milhões em alimentos por ano, agora esse número mais do que dobrou.

Apenas de leite em pó integral, a trading jordaniana importa 2,5 mil toneladas por mês. Já de óleo de girassol são cerca de 25 contêineres por mês. "Estamos abertos para importar muito mais", disse Shqwara. De acordo com ele, a idéia da empresa é expandir suas vendas também para o Sudão e a Líbia. "São planos para o futuro, pois o mercado iraquiano é muito grande e não temos condições de atender agora outros mercados", afirmou.

Antes de chegar ao Brasil, Shqwara passou pela Argentina, também para sondar os preços dos alimentos. As duas empresas brasileiras ficaram de passar um orçamento ao diretor da companhia jordaniana. "Estamos prontos para negociar com o Brasil", disse.

A matéria é de Marina Sarruf, da Agência de Notícias Brasil-Árabe, adaptada e resumida pela Equipe MilkPoint.

Fonte: Milk Point

O mercado de feijão nesta segunda-feira

Foi ofertado 26 mil sacas e foram negociadas aproximadamente 65 % do total, restando até as 7:01 hrs a quantidade de 9 mil sacas. . A entrada nesta madrugada não foi tão expressiva. O mercado abriu estável e se encerrou mais firme devido ao bom volume de vendas, porém os preços não sofreram alterações. O carioca extra saiu no máximo a R$ 185 a saca, o carioca especial saiu em torno de R$ 178 a R$ 183 e o carioca comercial saiu em torno de R$ 165 a R$ 175 a saca. Pelo pouco volume de sobras hoje a tendência é de alta, pois a demanda deve permanecer ativa principalmente por ser começo de mês, mas vale ressaltar que os compradores seguem cautelosos.

O mercado de feijão preto esta um pouco mais firme apesar de que a demanda segue fraca na bolsinha. O preto extra foi negociado a até R$ 160 a saca, mas foi uma pequena quantidade.

Preços internacionais em queda na Europa e Oceania

egundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os preços de exportação de lácteos no Oeste da Europa e na Oceania, entre 15 e 28 de agosto, apresentaram queda para todos os produtos, comparados à quinzena anterior. A queda mais acentuada foi observada na preço médio do leite em pó integral, na Oceania.

No Oeste da Europa, os preços do leite em pó integral variaram entre US$ 3.800/t e US$ 3.950/t (média de US$ 3.875/t), mostrando queda de 3,1% em relação à quinzena anterior. Para o leite em pó desnatado, os preços ficaram entre US$ 3.100/t e US$ 3.250/t, com queda de 4,5% em relação à média da quinzena anterior. Os valores para o soro de leite oscilaram entre US$ 550/t e US$ 600/t, média de US$ 575/t, com queda de 8% em relação à quinzena anterior.

De acordo com informações publicadas no Dairy Industry Newsletter, a produção de leite em pó integral na Europa tem sido elevada neste ano como resposta aos preços proporcionalmente melhores para esse produto em relação ao leite em pó desnatado. A produção no segundo trimestre foi cerca de 20% maior comparado ao mesmo período de 2007.

Além da maior produção, a queda nas cotações do leite em pó integral na Europa vem em seqüência do leilão realizado pela Fonterra para o produto a ser entregue em outubro - US$ 3.705/tonelada, representando redução de 15% sobre o leilão anterior. A ABARE, da Austrália, prevê preços médios de 5 a 15% mais baixos no ano que vem, em comparação a 2008.

Na Oceania, o preço médio do leite em pó integral, US$ 3.600/ton, apresentou queda de 13,2% em relação à ultima quinzena, com valores entre US$ 3.400/ton e US$ 3.800/ton. Os valores do leite em pó desnatado ficaram entre US$ 3.100/t e US$ 3.500/t, média de US$ 3.300/ton, um recuo de 7,7% em relação à quinzena anterior.

Os valores médios da manteiga foram de US$ 3.600/t na Oceania, queda de 8,9% em relação à quinzena anterior, e US$ 3.975/t no Oeste da Europa, queda de 3%.

Na Oceania, o preço médio do queijo cheddar ficou em US$ 4.600, queda de 8% frente à quinzena anterior, com valores entre US$ 4.400/t e US$ 4.800/t.

Preço do leite no RS recua 8,8%

Com o aumento na produção de leite, devido ao período de safra, os preços pagos aos produtores gaúchos recuaram 8,8% no pagamento referente à produção de julho.

Os valores mais baixos encontrados no Estado tiveram uma queda de 10,6%, enquanto que os preços mais altos apresentaram retração de “apenas” 4,9%.

Os preços variaram de R$0,42/litro até R$0,78/litro, com média bruta de R$0,642/litro.

Em 2008, o preço médio do leite do Rio Grande do Sul está cerca de 5,8% abaixo da média nacional. (CPT)

Fonte: Scot Consultoria

Bancos recebem projetos de investimento do Mais Alimentos

Os projetos de crédito de investimento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) do Plano Safra Mais Alimentos da Agricultura Familiar 2008/09 já podem ser encaminhados às agências bancárias de todo o País. As propostas são analisadas pelos bancos do Brasil (BB), da Amazônia, do Nordeste (BNB), Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Cooperativo Sicredi (Bansicredi) e Cooperativo do Brasil (Bancoob), cooperativas de crédito rural como Crenor e Cresol e bancos estaduais.

Uma das linhas atendidas é o Pronaf Mais Alimentos, que destina recursos para a infra-estrutura da propriedade rural. O limite de crédito é de R$ 100 mil, que podem ser pagos em até dez anos, com até três anos de carência e juro de 2% ao ano. Os projetos contemplam investimentos em formação de pastagens; compra de tratores, máquinas, implementos agrícolas e matrizes; irrigação; manejo do solo; construção de açudes; implantação de pomares e estufas; e armazenagem, entre outros,A linha de crédito contempla projetos associados à produção dos principais produtos alimentares: olerícolas, frutas, arroz, feijão, milho, mandioca, trigo e leite.

O gerente executivo da Diretoria de Agronegócio do BB, Luiz Antônio Correa da Silva, destaca que, na última semana, houve um reforço na orientação junto às agências de todo o Brasil para que recebam os projetos de investimento dos agricultores, analisem e até já decidam pela contratação ou não. “Isso independe de qualquer sistema. As agências já podem avaliar os projetos, estudar a viabilidade, a capacidade de pagamento, o fluxo de caixa. A partir desta segunda-feira (1º), as agências do BB estarão prontas para inserir em seus sistemas as propostas do Mais Alimentos”, explica Silva.

O gerente lembra que, até o final de setembro, o maior número de operações nas agências é referente a custeio, devido à época de plantio no Centro-Sul do País. Mas ressalta que nada impede as agências de receberem e iniciarem a análise de projetos de investimento, inclusive a linha Mais Alimentos. Silva orienta os agricultores que tenham algum problema a acionarem o serviço de atendimento “BB Responde”, nos telefones 4004 0001, para as capitais e regiões metropolitanas, e 0800 729 0001, para as demais localidades.

Operações antecipadas

O diretor do Departamento de Financiamento e Proteção da Produção da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), João Luiz Guadagnin, destaca que, este ano, as operações de investimento, assim como as de custeio, foram antecipadas em relação a outros anos. Normalmente, o investimento é concedido a partir do segundo semestre do ano agrícola, ou seja, janeiro, depois de passada a época dos financiamentos de custeio. As operações de custeio da safra 2008/09 foram abertas no início de agosto.

Guadagnin orienta que o projeto para crédito de investimento do Pronaf seja bem avaliado pelo agricultor junto à família, vizinhos e com o técnico da extensão rural. “Toda proposta para investimento precisa de um projeto de crédito, de um estudo de um técnico da assistência técnica e extensão rural. Isso exige que os agricultores familiares façam esta discussão”, diz.

Segundo Guadagnin, a procura por um bem de alto valor, seja um equipamento ou um trator, demanda conhecimento e, por isso, precisa ser muito bem avaliado pelos agricultores. “Como o financiamento de investimento é de longo prazo, e a agricultura tem momentos de preços altos e baixos, os agentes financeiros estão avaliando cuidadosamente as garantias deste agricultor e a capacidade de pagamento, que devem ser claras e definidas”.

Juros menores

No Plano Safra Mais Alimentos da Agricultura Familiar 2008/09, as linhas de custeio, investimento e comercialização do Pronaf disponibilizam R$ 13 bilhões. Os limites de financiamento foram ampliados e as taxas de juros para o agricultor familiar, reduzidas. Para operações de custeio, as taxas de juros estão entre 1,5% e 5,5%, e o limite de financiamento de R$ 30 mil. Para investimento, o limite de financiamento é de R$ 36 mil e as taxas de juros estão entre 1% e 5%.

O Pronaf Mais Alimentos é voltado para investimentos em infra-estrutura da propriedade rural, criando as condições necessárias para o aumento da produção e da produtividade da agricultura familiar. O limite de crédito é de R$ 100 mil, que podem ser pagos em até dez anos, com até três anos de carência e juro de 2% ao ano.

Como acessar o Pronaf Mais Alimentos

Assim como todas as linhas do Pronaf Investimento, o agricultor familiar deve ter a DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf), que é gratuita e individual, e seguir os seguintes passos:
1 - Avaliar o projeto que pretende desenvolver.
2 - Procurar a empresa de Ater do município para elaborar o Projeto Técnico de Financiamento.
3 - Encaminhar o projeto para análise de crédito e aprovação do agente financeiro.
4 - Com o Projeto Técnico, negociar o financiamento junto ao agente financeiro.
5 - Aprovado o Projeto Técnico, o agricultor familiar está apto a acessar o recurso.

Acesse aqui a cartilha do Plano Safra Mais Alimentos da Agricultura Familiar 2008/09


Sobre preço das sementes

É hora de ensacar as sementes para entregar ao produtor e a preparação para a próxima safra está intensa. O plantio começa em poucos dias.

A Coopavel, cooperativa dos agricultores de Cascavel, no oeste do Paraná, planeja entregar 6 mil toneladas de sementes de soja e 500 toneladas de sementes milho, uma quantidade 12% maior de que no ano passado.

A maior parte já tem dono. Sessenta por cento das sementes de soja e 80% das de milho foram vendidas. São de produtores que se anteciparam para tentar escapar da alta nos preços. O quilo da semente de soja precoce, a mais vendida, custa agora 1,90 real, alta de 26% em relação a agosto do ano passado. A saca de semente de milho precoce sai por 250 reais, alta no mesmo período de 15%. “A gente verificou que passou. A gente verificou um aumento na soja a nível mundial e por isso que tivemos esse aumento na semente”, explica Sérgio Dalla Costa, gerente de vendas.

Os agrotóxicos também subiram em média 15%. O que disparou foi o herbicida glifosato, 64% a mais. “É um ano que a gente tem falado para o produtor que tem que trabalhar com um pouco mais de cautela, menos euforia, mas não deixar de investir em tecnologia porque isso vai refletir lá na colheita dele”, diz Genésio Bortoli, gerente de vendas.

Quem comprou mais cedo conseguiu economizar. Foi o caso de Marinho Sossela. Ele planejou a safra de verão meses antes. Ele adquiriu no começo do ano tudo o que precisava para semear a lavoura em setembro. Não fosse a antecipação, teria gasto em média 300 reais a mais por hectare. “Não imaginava que de janeiro a março e de março a agosto ele dobrasse de preço. Isso na historia do plantio só quando a inflação era muito alta e que tinha o dólar muito caro. Pra você ver, o dólar cada vez mais baixo e o adubo cada vez mais caro, então explica que eles tiveram um acréscimo na venda por tonelada e não culpando o dólar que está cada vez mais baixo”, diz o agricultor.

Segundo a Associação Brasileira de Sementes e Mudas, as vendas para esta safra cresceram 12%.

Fonte: Globo Rural

Intoxicação devasta 160 colméias

Quase 10 milhões de abelhas morreram nos últimos dias numa propriedade rural da localidade de Linha Campo Alegre, no município de Barra do Rio Azul, no Alto Uruguai. De acordo com o assistente técnico regional em apicultura da Emater, agrônomo Carlos Alberto Angonese, a causa mais provável foi a aplicação de um formicida junto com a dessecação em área de plantio em uma propriedade vizinha. No local residem três famílias que se dedicam à apicultura. Foram devastadas
160 colméias com cerca de 60 mil abelhas cada uma, que já vinham sendo manejadas, além de outras 80 localizadas no ambiente natural. Os prejuízos podem chegar a R$ 15 mil. Além disso, a produção somente poderá ser retomada dentro de três anos.
Fonte: Correio do Povo

EUA: contratos futuros de leite permanecem em queda

Os contratos futuros de leite nos Estados Unidos continuam registrando queda nos valores. Os preços futuros do leite Classe III para o mês de setembro encerraram a US$ 15,95 por 100 libras, ou US$ 0,352/Kg de leite, o menor valor de fechamento desde 08 de outubro de 2007. De acordo com o relatório de abate de gado do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na última sexta-feira (22), os produtores de leite enviaram 208.500 vacas para abate no mês de julho, 28.300 cabeças a mais (+15,7%) comparado ao mesmo período de 2007. Segundo relatório publicado pelo USDA, em 19/08, a previsão é de que o crescimento da produção seja muito baixo no restante deste ano e também em 2009. Para o segundo semestre de 2008, o Departamento prevê um aumento na produção de 1,2%; em 2009, o crescimento deverá ser de apenas 0,7%. "Um abrandamento da economia limita o aumento de consumo; contudo, a queda dos preços poderá aumentar o consumo doméstico no próximo ano", informou.

As informações são do CME Group, adaptadas e traduzidas pela Equipe MilkPoint.

LEITE - Indústrias pagaram preços menores que o combinado

O acordo firmado em 2 de julho entre a Secretaria de Comércio Interior, o Centro da Indústria Leiteira (CIL) e os representantes dos produtores das províncias de Córdoba, Santa Fe e La Pampa estabeleceu que o preço mínimo do leite no pagamento de julho seria de 0,94 pesos (US$ 0,31) por litro. No entanto, o preço pago pela indústria aos produtores, nas principais bacias leiteiras da Argentina, em muitos casos foi inferior a esse valor, segundo fontes do setor lácteo."O acordo não se cumpriu: em nossa região, o valor médio do leite em julho passado foi de 0,91 pesos (US$ 0,30) por litro", disse o presidente da Câmara de Produtores de Leite da Bacia Abasto Sur da Província de Buenos Aires, Julio Aimar. "Este fracasso demonstra que o que se estabeleceu é insuficiente; devemos reconsiderar urgentemente medidas a longo prazo para o setor leiteiro", disse.O Grupo Lácteo analisa os passos a serem seguidos visando a finalização, no próximo dia 31 de agosto, do acordo leiteiro firmado em julho. "Queremos melhorar a situação dos produtores, porque estamos trabalhando no fio da navalha; esperamos poder renovar os acordos firmados, implementando alguma outra novidade positiva para o setor", disse o presidente da Mesa de Produtores de Leite de Santa Fé, Roberto Socín. Ele admitiu que algumas indústrias pagaram preços menores que o combinado no acordo devido a problemas administrativos.Em 27/08/08 - 1 Peso Argentino = US$ 0,330533,02546 Peso Argentino = US$ 1
Fonte: Oanda.com

Produtores suspenderam venda de leite para diminuir prejuízos

Para tentar diminuir os prejuízos, os agricultores estão deixando de fornecer o produto para o Programa Leite da Paraíba para vendê-lo no mercado aberto que paga mais (até R$ 1,20 por litro enquanto o governo federal repassa apenas R$ 0,70). “No começo, eu fornecia 28 litros por dia, mas diminui para 10. Com a praga, ficamos sem palma para alimentar as cabras. E a situação só não está pior, porque choveu muito este ano e o rebanho está podendo comer a vegetação”, comentou José Edilson Pereira, 28 anos, do sítio Anjiquinho, em Monteiro.O resultado disso foi um desabastecimento do programa, criado para atender 120 mil famílias. A crise chegou a tal ponto que o governo do estado cortou a distribuição do leite nos finais de semana enquanto a situação se normaliza. “Somente em Monteiro, a produção de leite caiu de 50 mil para 10 mil. A cochonilha-do-carmim afetou toda a bacia leiteira da região”, afirmou Edson. Para piorar a situação, não há nenhum defensivo agrícola de combate à praga registrado no Ministério da Agricultura. “Estamos tentando conseguir registros provisórios enquanto o problema não se resolve”, disse Domingos Lélis, assessor da Faepa. Enquanto isso, os agricultores tentam combater o inseto com medidas alternativas ensinadas pelos técnicos da Emepa. Eles utilizam soluções preparadas com água sanitária e detergente. A cochonilha, que tem o nome científico de Dactylopius coccus, produz um corante chamado carmim, utilizado em alimentos, cosméticos, bebidas, medicamentos e tecidos. O México e o Peru são os maiores produtores. Não existem dados oficiais, mas tudo indica que a primeira infestação aconteceu em Sertânia (PE) e depois em Monteiro, município vizinho. A praga também destruiu lavouras no Ceará. Nos três estados, foram mais de 150 mil hectares atingidos. A boa notícia é que a Emepa, juntamente com a Secretaria do Desenvolvimento da Agropecuária e Pesca conseguiu identificar quatro variedades de palma resistentes a cochonilha-do-carmim: Palmepa PB 1, Palmepa PB 2, Palmepa PB 3 e Palmepa PB 4. Este ano, o governo da Paraíba já distribuiu mais de 450 mil folhas dessas palmas com agricultores do Cariri. Cada um deles recebeu em média 200 folhas.
Fonte: Jornal da paraíba

Vice-presidente revela planos do governo para a agricultura familiar

O vice-presidente da República, José Alencar, visitou a Expointer neste domingo, dia 31. Em uma tumultuada entrevista coletiva Alencar anunciou para a próxima semana o início das operações de financiamento para a agricultura familiar no Banco do Brasil. A taxa de juros será de 2% ao ano, com prazo de finaciamento de 10 anos.
Em conversa com a jornalista Ana Amélia Lemos o vice-presidente também se manifestou favorável à manutenção da TJLP como indexador para a renegociação das dívidas agrícolas, contra a taxa Selic, que é de 13%. A TJLP é de 6,25% ao ano. Alencar reconheceu os problemas que os agricultores estão vivendo com a alta dos insumos e cotações em baixa das principais commodities agrícolas, e reforçou que o governo vai estimular a produção de fertilizantes no país.
Na área política ele foi implacável: considerou abomináveis as escutas clandestinas de telefonemas trocados entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres, do Democratas de Goiás. Alencar defendeu uma ação enérgica do governo e revelou que pretende pedir providências ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Crescimento econômico não se sustenta sem vigorosa política de inclusão social, diz Patrus

As políticas sociais de combate à fome e de geração de renda do Governo Federal devem ser ainda mais incrementadas, mesmo em um cenário de maior crescimento econômico esperado para o Brasil. Para o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, é preciso construir "o estado do bem-estar social" usando a experiência dos países mais desenvolvidos do mundo, que têm os melhores indicadores sociais por possuir elevado investimento na área social.Patrus Ananias acredita que aos poucos, diante da consolidação do atual quadro de geração de emprego e renda, programas como o Bolsa Família passariam a complementar a renda e não seriam mais a única garantia de sustento às pessoas carentes. "A experiência histórica mostra que o crescimento econômico não se sustenta sem vigorosas políticas de inclusão social. No Brasil, estamos vivendo uma experiência do encontro do desenvolvimento econômico e social", disse o ministro. O orçamento do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) para 2008 prevê recursos da ordem de R$ 20,5 bilhões, dos quais R$ 10,5 bilhões serão aplicado no atendimento a 11 milhões de pessoas beneficiadas pela Bolsa Família. Ananias lembrou que há, ainda, uma dimensão econômica da aplicação desses recursos públicos no desenvolvimento social. "As pesquisas mostram um grande impacto dos nossos programas sociais nas economias regionais", disse ele. A incorporação deste segmento da população ao consumo de alimentos básicos, de roupa, e até mesmo de alguns utensílios domésticos está ajudando a fortalecer um mercado novo que estimula a produção e a atividade econômica. Desde que foi criado o Bolsa Família, cerca de 2,3 milhões de pessoas deixaram de participar do programa por atingir um padrão de renda melhor. Atualmente, o MDS está promovendo um programa de capacitação de 180 mil pessoas para atender à demanda do setor da construção civil, e que serão desvinculadas do programa mais adiante. Para o ministro, na medida em que o trabalho for mais valorizado no Brasil, haverá uma melhora nas condições de vida de parte da população. "Um programa como o Bolsa Família - é claro que em uma perspectiva no futuro, certamente mais reduzido, terá sempre presença no país", disse Ananias. Segundo ele, até nas sociedades mais desenvolvidas do ponto de vista social, sempre haverá pessoas, como indígenas, remanescentes de quilombos e populações de ruas que, por circunstâncias momentâneas ou duradouras, vão precisar de políticas de proteção e promoção social de transferência de renda. Mesmo que no futuro o Bolsa Família tenha um número menor de pessoas, o esforço do governo será o de elevar os benefícios daqueles que ficaram no programa. "Há uma discussão se o Estado deve ou não ter renda mínima para aquelas famílias e comunidades que recebam menos. Eu vi na Áustria: quem é considerado pobre lá, aqui seria classe média. O corte de renda é alto. Quem ganha menos do que isso, recebe ajuda", afirmou o ministro. Os países escandinavos (Suécia, Dinamarca, Noruega) mais o Canadá, Austrália, Nova Zelândia e países europeus, com os melhores indicadores sociais são aqueles, segundo o ministro, que mais investem no social. A Suécia investe mais de 30% do seu Produto Interno Bruto (PIB). Para Ananias, a política de renda mínima - a exemplo do que é feito nos países desenvolvidos - é uma decisão que terá que ser tomada mais adiante, uma vez que o governo hoje está cuidando da necessidade mais imediata da população, que é a alimentação."Não considero para todos uma política de renda mínima. É uma discussão para frente. Na medida em que formos elevando os níveis de benefícios das pessoas, podemos aumentar o valor do corte de entrada. Não estou dizendo que vai ser feito isso, mas é uma alternativa no cenário com o qual nos trabalhamos. O que estes países desenvolvidos socialmente estão fazendo? É exatamente isso. Eles vão ampliando e acompanhando as pessoas. Os mais pobres estão sempre recebendo atenção do Estado", disse.

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