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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Produtores suspenderam venda de leite para diminuir prejuízos

Para tentar diminuir os prejuízos, os agricultores estão deixando de fornecer o produto para o Programa Leite da Paraíba para vendê-lo no mercado aberto que paga mais (até R$ 1,20 por litro enquanto o governo federal repassa apenas R$ 0,70). “No começo, eu fornecia 28 litros por dia, mas diminui para 10. Com a praga, ficamos sem palma para alimentar as cabras. E a situação só não está pior, porque choveu muito este ano e o rebanho está podendo comer a vegetação”, comentou José Edilson Pereira, 28 anos, do sítio Anjiquinho, em Monteiro.O resultado disso foi um desabastecimento do programa, criado para atender 120 mil famílias. A crise chegou a tal ponto que o governo do estado cortou a distribuição do leite nos finais de semana enquanto a situação se normaliza. “Somente em Monteiro, a produção de leite caiu de 50 mil para 10 mil. A cochonilha-do-carmim afetou toda a bacia leiteira da região”, afirmou Edson. Para piorar a situação, não há nenhum defensivo agrícola de combate à praga registrado no Ministério da Agricultura. “Estamos tentando conseguir registros provisórios enquanto o problema não se resolve”, disse Domingos Lélis, assessor da Faepa. Enquanto isso, os agricultores tentam combater o inseto com medidas alternativas ensinadas pelos técnicos da Emepa. Eles utilizam soluções preparadas com água sanitária e detergente. A cochonilha, que tem o nome científico de Dactylopius coccus, produz um corante chamado carmim, utilizado em alimentos, cosméticos, bebidas, medicamentos e tecidos. O México e o Peru são os maiores produtores. Não existem dados oficiais, mas tudo indica que a primeira infestação aconteceu em Sertânia (PE) e depois em Monteiro, município vizinho. A praga também destruiu lavouras no Ceará. Nos três estados, foram mais de 150 mil hectares atingidos. A boa notícia é que a Emepa, juntamente com a Secretaria do Desenvolvimento da Agropecuária e Pesca conseguiu identificar quatro variedades de palma resistentes a cochonilha-do-carmim: Palmepa PB 1, Palmepa PB 2, Palmepa PB 3 e Palmepa PB 4. Este ano, o governo da Paraíba já distribuiu mais de 450 mil folhas dessas palmas com agricultores do Cariri. Cada um deles recebeu em média 200 folhas.
Fonte: Jornal da paraíba

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