Notícias da Hora

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Ração de caju garante sustentabilidade da caprinocultura

A Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte, numa parceria com a Embrapa Agroindústria Tropical e Emater-RN estão utilizando ração de caju como suplemento alimentar para cabras, cabritos e borregos. Em épocas de seca, estes animais chegam a perder mais de 25 gramas por dia, mas quando recebem a ração de caju como suplemento alimentar podem ganhar 150 gramas, ou mais, de peso diariamente. A iniciativa favorece e incrementa a sustentabilidade da caprinocultura no semi-árido potiguar, tendo em vista que estes animais são mais resistentes às secas, levando vantagem sobre o rebanho bovino.

Desde o ano passado, a Emparn começou a instalação de unidades técnicas demonstrativas da ração de caju. "Em unidades já instaladas nas comunidades de Boa Vista, no município de Severiano Melo Melancias, em Apodi, e Chafariz, em Mossoró, os animais que receberam a ração como suplemento apresentaram um ganho médio de peso de 12 a 16 quilos em 120 dias", informa José Simplício de Holanda,pesquisador da Emparn. 

Segundo ele, a formulação, exclusiva para ruminantes, apresenta cerca de 22% de proteína bruta, 3.000 calorias (por quilo) de energia bruta, 1% de cálcio e 0,7% de fósforo. Na composição e balanceamento da ração, no entanto, adverte ele, os ingredientes podem variar em razão dos custos de aquisição. 

De qualquer forma, esclarece Simplício, essa técnica de manejo alimentar é viável economicamente, gerando, inclusive, um equilíbrio de custos e receitas por possibilitar a venda de animais gordos em períodos de seca e escassez de oferta no mercado. "A sustentabilidade do manejo é favorável a uma relação de preços em que a venda de um quilo de carne caprino-ovina equivale à compra de 14 quilos de ração", contabiliza.


Fonte: Governo do RN 

Pesquisa

Pesquisa personalizada