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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

No Nordeste, 54,6% não têm acesso aos nutrientes necessários para viver

Para tratar do problema, Estado criou Comitê Integrado de Gestores Executores das Ações de Segurança AlimentarDe acordo com última Pesquisa Nacional Sobre Demografia e Saúde (PNDS), feita em 2006, 54,6% dos nordestinos convivem com a insegurança alimentar, ou seja, não dispõem dos nutrientes necessários para manter o organismo. 

Dentro desse percentual, 7,5% dos casos são considerados insegurança alimentar grave, que se refere à limitação quantitativa do acesso aos alimentos, apresentando ou não situação de fome. Pernambuco está um pouco abaixo das estimativas regionais, tem - sem categorizar - 52% da sua população em tais condições.

Os números do Estado estão acima da média nacional, onde 37,5% dos brasileiros vivem com insegurança alimentar. Um problema grave que tende a piorar nos próximos anos, devido a fatores como as mudanças climáticas e ação predatória do homem ao meio ambiente.

Para discutir a temática, representantes de diversas secretarias do Governo do Estado se reuniram, ontem, no Centro de Convenções, em Olinda, no 2° Seminário de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável em Pernambuco. 

Na ocasião, tomou posse o Comitê Integrado de Gestores Executores das Ações de Segurança Alimentar, formado pelas Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos; Agricultura e Reforma Agrária; Estadual de Saúde; Recursos Hídricos; Planejamento e Gestão; Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente; e Especial da Mulher.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Social e Direitos humanos, Roldão Joaquim, o objetivo do comitê é implementar, de maneira integrada, políticas de segurança alimentar e ajudar na sua elaboração junto à Superintendência de Ações de Segurança Alimentar e Nutricional. 

“O Estado pretende ser espelho para que os municípios também desenvolvam ações voltadas para a questão”, contou.

A professora do departamento de Geografia da Universidade Federal de Pernambuco, Josicleda Galvíncio, afirmou que a iniciativa vem em boa hora, já que é cada vez mais notória a influencia das mudanças climáticas para agricultura e atividade pesqueira. 

“Não se tem ainda uma projeção de quando as atividades agrícolas e pesqueiras estarão prejudicadas devido ao clima. Pesquisas estão sendo desenvolvidas nas universidades e entidades governamentais, com incentivo do Governo Federal e Estadual. Sabe-se, no entanto, que os governos precisam estar preparados e se adequarem às novas condições”, afirmou.

Segundo a superintendente de Ações de Segurança Alimentar e Nutricional, Mariana Suassuna, o governo já está elaborando o Programa Estadual de Segurança Alimentar, com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2009. 

“Enquanto isso não acontece, estamos implementando algumas ações, já com a idéia de integralidade entre as pastas, como o Mãe Coruja, o Pacto pela Vida e os programas Leite de Todos, Sopa Amiga, Cozinha Comunitária, entre outros”, contou.

 Fonte: Folha de Pernambuco 

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