Para tratar do problema, Estado criou Comitê Integrado de Gestores Executores das Ações de Segurança AlimentarDe acordo com última Pesquisa Nacional Sobre Demografia e Saúde (PNDS), feita em 2006, 54,6% dos nordestinos convivem com a insegurança alimentar, ou seja, não dispõem dos nutrientes necessários para manter o organismo.
Dentro desse percentual, 7,5% dos casos são considerados insegurança alimentar grave, que se refere à limitação quantitativa do acesso aos alimentos, apresentando ou não situação de fome. Pernambuco está um pouco abaixo das estimativas regionais, tem - sem categorizar - 52% da sua população em tais condições.
Os números do Estado estão acima da média nacional, onde 37,5% dos brasileiros vivem com insegurança alimentar. Um problema grave que tende a piorar nos próximos anos, devido a fatores como as mudanças climáticas e ação predatória do homem ao meio ambiente.
Para discutir a temática, representantes de diversas secretarias do Governo do Estado se reuniram, ontem, no Centro de Convenções, em Olinda, no 2° Seminário de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável em Pernambuco.
Na ocasião, tomou posse o Comitê Integrado de Gestores Executores das Ações de Segurança Alimentar, formado pelas Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos; Agricultura e Reforma Agrária; Estadual de Saúde; Recursos Hídricos; Planejamento e Gestão; Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente; e Especial da Mulher.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Social e Direitos humanos, Roldão Joaquim, o objetivo do comitê é implementar, de maneira integrada, políticas de segurança alimentar e ajudar na sua elaboração junto à Superintendência de Ações de Segurança Alimentar e Nutricional.
“O Estado pretende ser espelho para que os municípios também desenvolvam ações voltadas para a questão”, contou.
A professora do departamento de Geografia da Universidade Federal de Pernambuco, Josicleda Galvíncio, afirmou que a iniciativa vem em boa hora, já que é cada vez mais notória a influencia das mudanças climáticas para agricultura e atividade pesqueira.
“Não se tem ainda uma projeção de quando as atividades agrícolas e pesqueiras estarão prejudicadas devido ao clima. Pesquisas estão sendo desenvolvidas nas universidades e entidades governamentais, com incentivo do Governo Federal e Estadual. Sabe-se, no entanto, que os governos precisam estar preparados e se adequarem às novas condições”, afirmou.
Segundo a superintendente de Ações de Segurança Alimentar e Nutricional, Mariana Suassuna, o governo já está elaborando o Programa Estadual de Segurança Alimentar, com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2009.
“Enquanto isso não acontece, estamos implementando algumas ações, já com a idéia de integralidade entre as pastas, como o Mãe Coruja, o Pacto pela Vida e os programas Leite de Todos, Sopa Amiga, Cozinha Comunitária, entre outros”, contou.
Fonte: Folha de Pernambuco