Notícias da Hora

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

MERCADO DE LÁCTEOS PRECISA DE SOCORRO

O setor leiteiro vive um momento delicado com a queda na demanda interna e externa de produtos lácteos. Devido à crise, o governo deve intervir no mercado para evitar novas reduções de preços. Isso pode deses-timular a produção nos próximos meses e dar fôlego à alta da inflação, um dos grandes temores do governo. Mecanismos de apoio à comercialização de leite em pó devem ser anunciados nos próximos dias, segundo o secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Adoni-ram Sanches Peraci.

A idéia, segundo o secretário, é apoiar o escoamento de parte da produção do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais, importantes regiões produtoras, para estados consumidores. Outra possibilidade é a compra de produto nesses estados. "Esse produto pode ser devolvido ao mercado posteriormente, quando houver necessidade", argumenta Peraci.

Ele calcula que o governo gastará até R$ 200 milhões com mecanismos de apoio ao setor. Esses recursos devem ser destinados ao Programa de Aquisição do Governo Federal, à realização de leilões e ao escoamento do leite excedente. O secretário lembrou que a política de apoio à comercialização agrícola não será restrita ao leite.

■ Excedentes

O governo estima que há no País um excedente de 140 mil toneladas de leite em pó, volume que pode derrubar os preços. De acordo com dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), no ano passado os preços de exportação do leite em pó atingiram US$ 5.700 por tonelada.

Estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (US-DA) indicam, no entanto, que o produto será vendido, em média, a US$ 2.250 por tonelada até o final deste ano, afirmou Marcelo Martins, assessor da CNA, durante audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, na última terça-feira.

Durante encontro com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, também na última terça-feira, os deputados da Frenta Parlamentar da Agropecuária (FPA) pediram a liberação de R$ 500 milhões para socorrer o setor leiteiro. As opções, segundo a FPA, são recursos via Empréstimo do Governo Federal (EGF), Prêmio de Risco de Opção de Venda Privada

(PROP) e pelo Prêmio

Pesquisa

Pesquisa personalizada