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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Banco do Nordeste vai financiar bacia leiteira

O Banco do Nordeste (BNB) pretende financiar toda a cadeira leiteira do Estado. De acordo com o superintendente do BNB em Pernambuco, Sérgio Maia, até novembro o banco deve fechar um contrato de R$ 200 milhões em crédito para a fábrica da Perdigão, em Bom Conselho, unidade que vai custar R$ 280 milhões e produzirá embutidos (como salsicha e mortadela) e lácteos (iogurte e leite fermentado, por exemplo). 

Através do projeto Fortalecimento da Bacia Leiteira, a instituição financeira agora quer chegar aos médios e pequenos produtores de leite, que atenderão não só a Perdigão como outros grandes laticínios. O banco já reservou R$ 54 milhões para uma linha de crédito específica para a bacia leiteira, dinheiro que deve ser utilizado nos próximos quatro ou cinco anos. 

Os termos do programa estavam sendo definidos desde maio passado. Calcula-se que o volume de recursos será suficiente para adquirir 18 mil vacas matrizes - animais em melhores condições de produzir leite. "É uma idéia boa, porque o produtor terá mais condições de aumentar os seus rebanhos com uma produção melhor, o que dá mais economicidade", afirma o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados de Pernambuco (Sindileite), Albérico Bezerra. 

Albérico ressalta que os produtores no Estado estão divididos entre os profissionais e aqueles que atuam na agricultura, criando umas poucas cabeças de gado. As vacas do primeiro grupo, diz, produzem de 13 a 15 litros por dia, enquanto as do segundo, de quatro a cinco litros. Os animais a comprar serão trazidos de Minas Gerais, mercado que já foi alvo de missão conjunta do BNB e da Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária (Sara), com o Sindileite. 

O programa funciona da seguinte maneira: o laticínio seleciona o fornecedor e o encaminha ao banco, para cadastramento. O do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) elabora os projetos e envia seu parecer sobre a infra-estrutura dos produtores ao BNB. Depois disso, a Sara e a Ceasa comercializam os animais, em parceria com o setor privado e o banco libera o crédito. 

Os mini e pequenos produtores, com renda bruta anual média entre R$ 110 mil e R$ 220 mil, podem financiar até 100% da compra, com juros de 5% ao ano, no primeiro caso, e de 6,75%. Os médios e grandes, na ordem, podem financiar 95% e 90% das compras, com juros anuais de 7,25% e 8%. Em todos os casos há um rebate nas taxas para os adimplentes. 

Giovanni Sandes


Fonte: Jornal do Commércio 

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