A proposta foi feita durante a reunião do Painel Técnico de Moscas-das-Frutas, da Convenção Internacional de Proteção dos Vegetais (CIPV), da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), que terminou sexta-feira (05/09), em Viena (Áustria). As moscas são uma das principais barreiras à exportação.
De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o sistema resultará em menos riscos para consumidores e importadores em relação à presença de larvas das moscas nos frutos, que muitas vezes nem existem no país comprador. O sistema atuará de três formas: na produção e na colheita, na pós-colheita e durante a chegada e distribuição das frutas ao consumidor.
Segundo o diretor de Programa da Área Vegetal, da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), Odilson Ribeiro, que representou o Mapa no evento, o sistema terá várias vantagens. "Ele proporcionará o aumento da produção e qualidade das frutas, promoverá o uso de práticas ambientais corretas, desenvolverá a estrutura fitossanitária, trará sustentabilidade ao sistema de proteção de frutas e será viável para atingir o nível de proteção exigido pelos países importadores do produto", afirmou.
O encontro foi coordenado pelo Brasil e reuniu representantes de nove países das sete regiões da FAO, além de membros da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que, segundo Ribeiro, desenvolve metodologias para o controle de pragas por meio de irradiação. "É uma das aplicações pacíficas da energia nuclear", completou.
A proposta deverá ser transformada