A fruticultura irrigada gerou, no ano passado, 26 mil empregos diretos e renda bruta da ordem de R$ 340 milhões, distribuídos nos seis pólos pelo Interior do Estado. Os dados são da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece) e revelam que, em 2007, as exportações de frutas ultrapassaram em 56,2% o volume negociado no ano anterior, representando US$ 77,2 milhões. Já as vendas externas de flores no Ceará chegaram a US$ 5 milhões.
Ancorando o crescimento do agronegócio no Ceará, a Adece transferiu toda a sua estrutura para despachar no Centro de Convenções Edson Queiroz, durante a 15ª edição da Semana Internacional de Fruticultura, Floricultura e Agroindústria (Frutal 2008), que será aberta hoje, às 19h30min, no Centro de Convenções Edson Queiroz. ´Vamos atender aos produtores e empresários de diversos setores. Nossa banca vai estar lá´, resume o presidente da Adece, Antonio Balhmann.
Para Balhmann, a participação da Adece é uma forma de valorizar o evento, no qual o Governo do Estado ´está entrando com participação mais expressiva´. ´Todos as grandes empresas vão participar, estrangeiras e nacionais. Nestes 15 anos, a gente reconhece que é uma feira importante para o agronegócio; estamos valorizando este instrumento de vendas e institucional´, diz.
Captação
Para Balhmann, as perspectivas da fruticultura e da floricultura são excelentes. ´A infra-estrutura do Ceará vai ficando cada vez mais adequada a estes setores, que diversificam o mix de produtos exportados pelo Estado´. Ele lembra que o governador autorizou e já está em andamento a implantação do Terminal de Múltiplo Uso (TMUT), no Pecém, futuramente dando condições de multiplicar a operação com contêineres de frutas.
O governador já sinalizou para o atendimento de reivindicações consideradas fundamentais para o setor, como a reforma da ´Estrada do Melão´, que liga o município de Quixeré até a divisa o vizinho Rio Grande do Norte, e outras estradas de importância para setor, com foco na região Jaguaribana. ´Isto vai melhorar sensivelmente as condições de escoamento da produção da cultura do melão´, justifica.
O presidente da Adece reforça que a atual gestão vai concentrar esforços para garantir a utilização de áreas disponíveis na Chapada do Apodi. ´Outro esforço, com o BNB e outras instituições é ocupar espaços ainda ociosos em áreas já estruturadas. Por exemplo: no Vale do Acaraú, há perspectiva concreta de transferência de parte da plantação de cítricos do Sul para o Ceará´. As áreas plantadas estão em fase de teste de variedade e manejo.
´Estamos trabalhando, ainda, com a possibilidade de indústrias de alimentos formulados, cuja matéria-prima seja o setor primário, que venham para definir áreas de atuação´, informa. A idéia é trazer para o Estado empresas que produzem polovitamínicos á base de extratos de frutas. ´Não são remédios, são complementos alimentares´, frisa.
Diário do Nordeste