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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Cartel do fertilizante prejudica produção de MT

A Aprosoja, em parceria com a Associação dos Produtores de Algodão-Ampa iniciou, no final do mês de agosto, trabalho de prospecção de fósforo para detectar a existência do minério na região de Planalto da Serra - 256 quilômetros ao sul de Cuiabá, visando a exploração e produção de fertilizantes agrícolas.

Existe e a confirmação do minério em Paranatinga - 373 quilômetros de Cuiabá, também ao sul e na região de Manso, a 100 quilômetros da Capital. O levantamento faz parte do projeto “Pesquisa de Fósforo em Mato Grosso”, com investimento de R$ 6 milhões até março de 2009.

Se as jazidas confirmarem sua potencialidade de exploração, os produtores mato-grossenses esperam eliminar a parte negativa da produção, que são os altos custos dos fertilizantes, tornando assim o Estado auto-suficiente na produção deste adubo.

De acordo com o assessor de Ações Estratégicas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ali Saab apóia a decisão dos produtores mato-grossenses, e ponderou que a conjuntura atual demonstra que o produtor está acuado, pois no cenário de mercado, ele fica suscetível às exigências e transações arquitetadas pelo oligopólio das empresas que atuam no setor de insumos e das empresas esmagadores e ‘tradings’. Por isso, Saab afirma que a saída real a médio e longo prazo é aumentar a concorrência.

Sugeriu ainda que as entidades implantem sua própria fábrica misturadora de fertilizantes, que pensem na parte logística e, de preferência, optem por implantar a indústria próxima da divisa com Santarém (PA), devido à proximidade com o porto. Além disso, sugere que a fábrica de fertilizantes seja instalada no Planalto da Serra e ainda que os investimentos em pesquisa e tecnologia sejam contínuos.

O coordenador do Núcleo de Integração para Exportação do Mapa, Daniel Ferraz, trouxe um panorama do contexto nacional e internacional que relacionou crescimento populacional, urbanização acelerada e demanda por alimentos.

Daniel Ferraz amarrou todos esses conceitos com a problemática do preço ascendente dos fertilizantes e, assim como Saab, sinalizou que para sair das amarras proporcionadas pelo modelo de fusão e aquisição de mercados por poucas empresas, a solução a médio e longo prazo é partir para o modelo de integração do setor produtivo, por meio de associações oucooperativas. Ele sugeriu que as entidades adotem o modelo de Consórcios, de preferência adotem o modelo de ‘joint venture’ que é o mais vantajoso, já que existem mais de 200 tipos de consórcios.

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