O biodiesel, considerado o combustível do futuro e uma das alternativas de fonte renovável para quando o petróleo acabar, já é uma realidade em vários estados e, também, em Campos. Pesquisado e conhecido desde o início do século passado, principalmente na Europa — em 1895, Rudolf Diesel desenvolveu motor a diesel, apresentando a invenção em mostra mundial, em Paris, usando o amendoim como combustível —, por enquanto o biodiesel no Brasil ainda é considerado caro, porque os óleos de onde é extraído o combustível, especialmente os que têm valores alimentícios, também o são. É por isso que o produto ainda não é vendido separado, assim como a gasolina, álcool ou diesel.
A luta pelo biodiesel é tratava há tempos pelo governo federal, que montou uma verdadeira estratégia de marketing em torno do combustível, inclusive, criando o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel. Com isso, ficou estabelecido que, a partir de janeiro deste ano, seria compulsória a adição de 2% do produto ao diesel convencional, tendo como meta, até 2011, produzir 855 milhões de litros de biodiesel/ano.
Para os especialistas de plantão, como os pesquisadores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio (Pesagro), o mais importante nesse momento é o incentivo à produção da matéria prima do biodiesel, as plantas oleaginosas — girassol, mamona, canola babaçu, amendoim, pinhão manso, soja e outras — consideradas como de alto poder de recuperação do solo, melhorando a fertilização e, conseqüentemente, a produtividade. Esta seria uma das maneiras de baratear a escala do produto.
O pesquisador da Uenf, Alexandre Stumbo, responsável pela planta piloto de biodiesel na universidade, explica que a unidade experimental mantida no local, voltada à pesquisa, pode produzir até 800 litros/dia do combustível, trabalhando com qualquer tipo de óleo. A unidade trabalha em parceria com a Pesagro e Prefeitura de Campos, esta última instituição recolhendo óleo de cozinha pra a transformação em biodiesel. “Não temos produção diária, porque não temos matéria prima suficiente”, acrescenta o pesquisador.
Fonte: Google News