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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Biodiesel da mamona atrai empresários latino-americanos

Até o próximo dia 15 empresários e técnicos do Peru e de El Salvador vão percorrer parte do Nordeste brasileiro para conhecer de perto as características do plano nacional de biodiesel.  Na primeira etapa da visita os dez membros da comitiva internacional estiveram nesta semana em Campina Grande/PB, na sede da Embrapa Algodão para os primeiros contatos técnicos.
Eles estão sendo acompanhados durante todo o período da permanência pelo pesquisador Liv Soares, que deu palestra recentemente sobre o assunto na cidade colombiana de Medelin. De Campina Grande a comitiva segue para Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco e Bahia.

“Esses países não produzem mamona, mas estão muito interessados em copiar o modelo brasileiro para a produção do biodiesel”, diz Liv. Depois de ouvirem palestras dos especialistas da Embrapa Algodão o grupo visitou as instalações da empresa Óleo Verde, que está finalizando a implantação de uma unidade de processamento de óleo de mamona no município de Pocinhos.

Segundo os diretores do empreendimento, a unidade poderá produzir até oito toneladas de óleo bruto por dia. A indústria vai absorver a produção dos plantadores de Queimadas, com cerca de 400 hectares cultivados e de Esperança que possui uns 200 hectares plantados de mamona. A instalação da unidade em Pocinhos se deu porque naquela cidade funciona uma cooperativa com cerca de 30 agricultores envolvidos com o cultivo dessa oleaginosa.

Entre os visitantes está José Roberto Ugarte, diretor técnico de uma empresa salvadorenha chamada Bioenergia, de capital misto, sendo 55% da iniciativa privada e 45% do governo daquele país. “Deveremos ocupar cerca de 25 mil hectares com o cultivo da mamona, principalmente em terras menos valorizadas”, revela o empresário.

Outro empolgado com as perspectivas da mamona em El Salvador é o representante da Confederação Nacional das Cooperativas Campesinas, Eleazar de Jésus Benties. “Temos 50 cooperativas associadas que podem produzir mamona em mais de cinco mil hectares inicialmente”, garante o produtor.

Para o Peru o cultivo da mamona vai além da questão meramente econômica. O país pretende incentivar os agricultores que fazem cultivos ilegais, como o de coca, a substituírem pela mamona. “O desenvolvimento da cultura da mamona pode representar uma excelente alternativa às economias ilegais no Peru”, garante Juan Del Aguila, da Comissão Nacional de Desenvolvimento de Vida Sem Drogas do país andino.

Fonte:  Embrapa 

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